Dados serão parte do valor das empresas em cinco anos, segundo o Gartner. Enquanto algumas companhias já se aprofundam no uso de Big Data para se aproximar dos clientes e realizar ações mais efetivas, outras ainda não encaram essa tecnologia com tanta seriedade.
No cenário atual do Brasil, em um momento de recuperação da crise que assombrou o país nos últimos anos, fidelizar os consumidores é fundamental. Afinal, esse é um processo muito menos custoso do que o de aquisição. Como já dizia Philip Kotler, guru do marketing, “conquistar um novo cliente custa de cinco a sete vezes mais do que manter um atual”. É claro que nessa receita mágica falta um ingrediente: um banco de dados atualizado.
Entrar em contato com os clientes é uma das maiores dificuldades das instituições atualmente. Apesar de capturar informações do público no momento da venda, esse cadastro normalmente está incompleto ou desatualizado. Por esse motivo, o update de conteúdo é fundamental, sendo a melhor forma de maximizar o seu valor.
A técnica, também conhecida como enriquecimento e higienização, é frequentemente utilizada para validar as informações obtidas e adicionar novas, que nem sempre estão corretas ou sequer são solicitadas. Por exemplo, se a empresa possui uma base com o CPF de seus clientes e resolve realizar uma comunicação via e-mail, é preciso deixar os cadastros em dia conforme a necessidade.
Além de acrescentar conteúdos recentes, é possível, também, fazer um update dos dados antigos, como endereço e telefone, que podem ter sofrido alterações.
Toda essa preocupação não é à toa, já que ajuda na tomada de decisões mais efetivas tendo informações precisas. Quando uma organização tem uma base bem estruturada ela consegue saber o perfil exato de todos os seus clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, que estejam registradas na sua base de dados.
O futuro é promissor e as informações estarão mais presentes no cotidiano das empresas, que devem conseguir se aproximar de seus consumidores para conquistar resultados melhores e em um menor espaço de tempo.
(*) Rafael Albuquerque é CEO da Unitfour
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