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Com ERP em nuvem, Oracle quer expandir base no Brasil

A briga pelo mercado de ERP no Brasil deve ganhar um movimento interessante a partir da chegada de versões em nuvem, que prometem custo menor e atualizações mais constantes, o que seria praticamente o fim das famosas versões. Seguindo sua estratégia de nuvem e corroborando com um discurso de crescimento que a companhia adotou há alguns anos, a Oracle apresentou nesta terça-feira (27/6), na abertura do Oracle Open World América Latina, em São Paulo, seu ERP em nuvem, já disponível em português. 

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Durante o anúncio, o coCEO da empresa, Mark Hurd, frisou que a estratégia da companhia está baseada em nuvem e que eles possuem todos os elementos para liderar a transição do mundo tradicional para o cloud. Nessa toada, o executivo lembrou das dezenas de aquisições realizadas nos últimos anos e dos investimentos feitos em data centers próprios (sendo dois no Brasil).

Na visão de Hurd, o ERP em nuvem deve dar mais poder aos CFOs com análise preditiva, deixando o executivo livre para focar na estratégia e ser proativo na gestão de risco. O software está totalmente localizado e atende regulamentações brasileiras. “Você não precisa de banco de dados, data center, hardware, pessoas de TI, você pode usar nossa infraestrutura para isso”, afirmou. 

A empresa entende que, por meio dessa oferta completa em nuvem, abre boas possibilidade de crescimento no mercado de ERP no País, onde, hoje, a depender do cenário comparado, está na terceira posição. “Temos grande oportunidade para ganhar market share e tenho certeza que iremos dominar esse mercado. No passado, não localizamos todos os produtos e, por isso, estamos nesta posição. Mas, agora, as coisas são diferentes, temos 25 parceiros sendo preparados para esse lançamento e estamos trabalhando para ganhar esse mercado. Hoje a localização foi liderada pelo time global e isso é uma mudança muito grande”, avaliou Luiz Meisler, vice-presidente da Oracle para América Latina. 

O executivo acredita que a oferta permitirá a empresa finalmente brigar pelo mercado de PMEs, hoje praticamente dominado pela Totvs. Nesse sentido, o VP avisou que não haverá versões diferentes do ERP para grandes corporações e pequenas e médias, de maneira que todas as empresas farão uso da mesma inteligência, mas pagando por usuário. “Cloud não tem faixa de usuário, mas número de usuário”, declarou, ao lembrar que tem como meta cinco mil clientes nesse segmento, o que só pode ser atingido com vendas para as companhias de menor porte.

Hurd vende a ideia de converter a Oracle em uma nuvem completa para empresas, oferecendo tudo como serviço, sobretudo uma plataforma para desenvolvimento e testes que, hoje, representa 30% dos gastos de TI. Em seu discurso, ampliou sua visão de nuvem que, para ele, deixa de ser um data center que oferece infraestrutura como serviço (IaaS, na sigla em inglês) e passa a ser um ambiente de automação completo como serviço. “Se você tem interesse em menos custo e mais inovação, isso é um grande negócio, deixe o mundo on premise”, provocou o executivo. 

Outro ponto reforçado pelo CEO em algumas ocasiões foi o fato de a companhia ter criado algo realmente voltado à nuvem, diferente, na visão dele, dos concorrentes. “Não estou pegando uma aplicação, colocando no DC e chamando de nuvem. Fizemos diferente e, por isso, criamos a habilidade de competir, e competir com a verdadeira nuvem é complicado. Tínhamos nossa nuvem fake que era Oracle on demand. Agora escrevemos funcionalidades e liberamos para os milhares de clientes para utilizarem como e quando quiserem. A produtividade dos clientes aumenta. Não falamos mais de versões. O modelo econômico muda totalmente.”

Mais que lançar um ERP e completar a suíte em nuvem, a Oracle está fazendo uma virada, deixando de ser uma empresa de produto para uma de serviço e os números do último balanço financeiro mostram que a fabricante tem tido êxito em sua estratégia. No último trimestre fiscal da empresa, as vendas de software como serviço (SaaS, da sigla em inglês) e plataforma como serviço (PaaS, da sigla em inglês) avançou 68%, somando US$ 690 milhões. 

A expectativa para 2017 é crescer entre 70% e 80%. O ERP em nuvem, lançado há dois anos nos Estados Unidos, cresceu 58% trimestre a trimestre e adicionou 808 clientes no modelo no último período. “E 50% deles não eram clientes de aplicações Oracle, eram de SAP ou de outros provedores”, frisou Hurd, que havia ironizado ao dizer que entre os que compraram estão empresas pequenas como GE e HSBC.

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Published by
Redação
Tags: Cloud Computingcomputação em núvemnuvemOracle
10 anos ago

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