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Cloud Economics: como a nuvem mudou a vida do comprador e das empresas

Foto: Adobe Stock

Do mesmo modo como exportamos commodities, como cana de açúcar, milho, soja, entre outros materiais que são matéria-prima para a indústria, os hardwares, ou seja, equipamentos como servidores, switches, storage e outros, se tornaram commodity no mundo todo.

Até pouco tempo atrás (ou até hoje, para muitas empresas com datacenter on-premises), quando se pensava em expansão ou em refresh tecnológico, as áreas de Compras listavam as necessidades, abriam uma RFP (solicitação de proposta) e selecionavam o equipamento com menor custo de aquisição e maior garantia.

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Todavia, no mundo em cloud, a situação é um pouco diferente. O setor de Compras das empresas precisa estar preparado para um skill que, aos poucos, tem se tornado uma disciplina: Cloud Economics.

A escolha da Cloud, ou do provedor desta, deve levar em consideração vários outros fatores ao invés de somente preço do hardware. Esta opção deixa de ser meramente tecnológica e passa a estar diretamente ligada ao negócio da empresa em questão.

Entender profundamente a demanda do negócio, produtos a serem lançados, usuários que vão consumi-lo, dentre outras variáveis, oferecem, para a companhia, insumos para negociar a melhor técnica em relação à qualidade e custo-benefício.

Saber qual será sua demanda nos próximos anos possibilita negociar os melhores compromissos de consumo e descontos

Muitas empresas acabam “deixando dinheiro na mesa” por receio de se comprometer com um consumo mínimo, e isso vem pelo fato de não entenderem realmente a relação de poder computacional versus consumo por usuário ou plataforma.

Alguns itens importantes que você deve avaliar quando for estudar seu business em cloud:

  • Tipos de Instância relacionando performance e custo;
  • Quais regiões podem e devem ser utilizadas e o risco da latência nos produtos versus o preço de cada uma delas;
  • Por quanto tempo a capacidade solicitada será necessária;
  • Se a duração de uso é previsível, podemos reservar instâncias ou utilizá-las on-demand? (Instâncias reservadas podem ser no mínimo 50% mais baratas);
  • Dentre outras…

Veja que entender de Cloud Economics passa a ser imperativo para que o comprador possa questionar a área demandante, seja de tecnologia, produtos, negócio, ou o que for.

Se você conhece realmente seu produto e acredita na sua estratégia, pode criar KPIs para mensurar seu uso e, com isso, prever o quanto vai crescer e assim se comprometer com algo. Quanto mais agressivo o compromisso, maior a chance de ter mais descontos e mais viável e barato seu produto pode ser, quando comparado com a concorrência.

Assim, é possível perceber como é muito mais uma questão de negócio e não de técnica. A escolha de sua nuvem pode baratear seu produto se você for mais agressivo que seu concorrente. Isso é fato!

O cenário corporativo não pode mais decidir seu futuro baseado em lista de hardware do que você tem hoje. É imperativo que a estratégia de negócio da empresa esteja clara e que esta direcione os esforços tecnológicos de compras e de todas as áreas da companhia.

Ter CTO, CIO, CPO e todos os C-Levels discutindo isso, em board, é o que garante a compreensão de tudo para uma melhor gestão. Quanto mais preparado em Cloud Economics o setor de Compras estiver, melhor será a condução, preço, descontos e a decisão para a empresa.

* Guilherme Barreiro é Diretor Geral na Nextios

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Published by
Redação
Tags: Cloud Computingcomprasnuvem
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