Capacidades cognitivas hiperintuitivas estão entre as promessas para 2020, diz Deloitte

Enquanto muitas tendências tecnológicas são respostas a desafios já conhecidos em TI, outras representam oportunidades para grandes empresas

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6:00 pm - 18 de março de 2020

A rapidez com que as tecnologias evoluem e interferem nos negócios faz com que empresas passem a repensar seus papeis e avaliar o foco de aplicação das tecnologias de forma direcionada e estratégica. Pesquisa realizada pela Deloitte, atualiza as nove forças de TI que estão moldando o futuro das empresas, à medida que as empresas se preparam para enfrentar as forças emergentes que aparecem mais distantes no horizonte: experiência de ambiente, inteligência exponencial e quântica.

A 11ª edição da pesquisa anual Tech Trends 2020 apresenta a atualização das nove forças do ecossistema de tecnologia, em relação ao relatório do ano anterior, que forma a base tecnológica das empresas e a maneira como são utilizados. Esses pontos de força estão moldando as tendências, e segundo a pesquisa, é o que deve causar a mudança no mercado nos próximos meses: experiência digital, analytics, nuvem, modernização central, riscos, negócios de tecnologia, realidade digital, cognitiva e blockchain.

“A Tech Trends 2020 indica que o próximo estágio da evolução digital terá interfaces emocionalmente inteligentes e capacidades cognitivas hiperintuitivas que transformarão os negócios de formas imprevisíveis. Por essa questão, a edição deste ano busca avaliar tais fatores que causarão essa disrupção nos negócios”, declara Fabio Pereira, sócio da área de Tecnologia, Estratégia e Arquitetura da Deloitte Brasil.

O Tech Trends 2020 analisa as tendências tecnológicas emergentes que afetarão as organizações nos próximos 18 a 24 meses. Ele foi realizado com base nas informações das principais organizações do mundo, de expoentes acadêmicos do setor e de startups, de capitalistas de risco e provedores de tecnologia, além dos especialistas no assunto da Deloitte.

Ditando o futuro

Embora pautadas na realidade de hoje, as forças destacadas abaixo ditarão a maneira como o setor vai se moldar em um futuro próximo, segundo o estudo assinado pelos executivos da Deloitte, Scott Buchholz, Diretor de Pesquisas de Tecnologias Emergentes; Bill Briggs, Diretor Global de Tecnologia; Fabio Pereira Sócio de Consultoria e CIO Program Leader.

Tecnologia ética e confiança: A confiança e a ética são temas constantemente abordados nas organizações. Como objetivos críticos de negócios a serem buscados, esses pontos se tornam um compromisso fundamental para garantir que as diversas dimensões da tecnologia, dos processos e das pessoas de uma empresa estejam trabalhando em conjunto para manter o alto nível de confiança esperado por colaboradores, clientes e stakeholders.

Finanças e o futuro de TI: A tecnologia se tornou parte essencial da estratégia de negócios das organizações e a demanda por melhores resultados aumentou. Cada vez mais, o esperado é que os líderes de TI e finanças trabalhem juntos a fim de desenvolver abordagens flexíveis para inovar e operar em grande velocidade.

Gêmeos digitais: Conectando o físico e o digital – Recursos ainda mais sofisticados de simulação e modelagem, visualização de energia, melhor interoperabilidade e sensores de IoT, além de plataformas e ferramentas mais amplamente disponíveis, estão possibilitando a criação de simulações mais detalhadas e dinâmicas. É comprovado que a união do trabalho físico ao digital pode aumentar a eficiência, transformar e otimizar processos.

Plataformas de experiência humana: Soluções com base em Inteligência Artificial (IA) estão redefinindo a maneira como vivemos a tecnologia. As empresas já estão procurando investir em tecnologias para entender melhor os seres humanos e oferecer respostas de formas mais apropriadas e próximas a relações inter-humanas, com fatores emocionais.

O despertar da arquitetura: Para que permaneçam competitivas em mercados que estão sofrendo disrupções pela inovação tecnológica, as organizações precisarão evoluir suas abordagens à arquitetura. Nos próximos meses, o esperado é ver mais organizações tirando arquitetos de tecnologia do usual e levando-os para as ações de ponta, se envolvendo assim, nas operações do sistema em si. O objetivo dessa mudança é simples: levar os arquitetos mais experientes para lugares em que eles são mais necessários.

“As tendências evoluem de maneiras inesperadas e, muitas vezes, as oportunidades mais interessantes acontecem nos locais em que essas tendências se cruzam. Várias tendências deste ano representam combinações fascinantes de forças macro e outros avanços tecnológicos”, de acordo com o relatório. As empresas já buscam olhar além das tendências mais próximas. Elas adotam uma abordagem programática para detectar, rastrear, verificar, experimentar e incubar futuras forças macro de tecnologia, como experiências ambientais, inteligência exponencial e quântica.

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