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BYD enfrenta desafios com desaceleração do lucro e guerra de preços na China

A BYD, uma das principais fabricantes de veículos elétricos da China, enfrenta dificuldades com seu menor crescimento trimestral de lucro desde 2022, revelado nesta segunda-feira. No primeiro trimestre deste ano, a empresa perdeu o título de maior vendedora de veículos elétricos para a Tesla, destacando a acirrada competição no mercado.

O lucro da montadora chinesa aumentou em 10% no ano, alcançando 4,56 bilhões de yuans (US$ 630,9 milhões), mas apresentou uma queda de 47% em relação a dezembro, sendo o mais fraco desde 2022, de acordo com informações do comunicado da empresa. As vendas da BYD também cresceram 4% no ano, totalizando 124,9 bilhões de yuans (US$ 17,2 bilhões), abaixo das expectativas do mercado para o primeiro trimestre; Este é o nível mais baixo em quase quatro anos.

Leia também: Executivos de alto escalão deixam a Tesla em meio a ondas de demissões

A desaceleração ocorre em meio a uma guerra de preços no mercado automotivo chinês, onde mais de 40 marcas competem ferozmente por espaço. Para se destacar, a BYD está lançando modelos de luxo e aumentando os descontos, buscando atrair consumidores em um momento de desaceleração da demanda por VEs na China.

Desde fevereiro, a BYD decidiu cortar os preços das versões mais recentes de sua linha de produtos, reduzindo-os em uma margem de 5% a 20% em comparação com as versões anteriores.

Embora os resultados indiquem que a BYD superou a Tesla, que teve sua primeira queda trimestral de receita desde 2020, o desafio persiste, com previsões de redução nos lucros unitários de veículos de nova energia e a possibilidade de uma lucratividade negativa para a indústria automotiva como um todo se os cortes de preços continuarem, de acordo com uma nota de pesquisa recente do banco de investimentos Goldman Sachs.

Em meio a esse cenário, a empresa também busca parcerias estratégicas, como a recente interação entre o fundador da BYD e o fundador da Xiaomi na mostra de automóveis de Pequim, indicando possíveis colaborações futuras para enfrentar os desafios do mercado.

*Com informações da Reuters e do Valor Investe

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