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Boom da IA impulsiona resultados da Nokia e leva ações ao maior nível em 16 anos

A Nokia registrou um avanço significativo em seus resultados financeiros impulsionada pela expansão da inteligência artificial. A companhia superou as expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2026, elevou projeções para seus negócios ligados à IA e viu suas ações atingirem o maior patamar em mais de uma década, segundo reportagem da Reuters.

O lucro operacional comparável da empresa saltou 54% no período, alcançando 281 milhões de euros, acima das estimativas de analistas. O desempenho foi acompanhado por uma reação imediata do mercado: os papéis da companhia subiram cerca de 7% nas negociações iniciais, atingindo o nível mais alto desde 2010 .

Infraestrutura para IA redefine crescimento

O principal vetor por trás desse resultado é a demanda crescente por infraestrutura capaz de sustentar aplicações de inteligência artificial. Grandes provedores de nuvem, os chamados hyperscalers, têm ampliado investimentos em data centers, o que impulsiona diretamente o uso de redes ópticas e sistemas de transporte de dados, áreas em que a Nokia vem fortalecendo sua atuação.

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A empresa tem se posicionado como fornecedora estratégica nesse novo ciclo tecnológico, especialmente após aquisições que ampliaram sua presença em redes ópticas. Esse movimento reposiciona a companhia, historicamente associada à telefonia móvel e ao 5G, como um player relevante na base física que sustenta a economia da IA.

Os números refletem essa mudança. As vendas para clientes de IA e nuvem cresceram 49% no trimestre, somando cerca de 1 bilhão de euros em novos pedidos, evidenciando a força dessa vertical dentro do portfólio da empresa.

Revisão de projeções e nova dinâmica de mercado

Diante desse cenário, a Nokia revisou suas estimativas para o mercado endereçável de IA e nuvem, projetando crescimento anual de 27% entre 2025 e 2028, acima da previsão anterior de 16%. A companhia também elevou a expectativa de crescimento para sua divisão de infraestrutura de redes, impulsionada pelos segmentos de redes ópticas e IP.

A receita líquida do trimestre ficou em 4,5 bilhões de euros, em linha com o esperado pelo mercado, mas o destaque ficou na qualidade desse crescimento, cada vez mais concentrado em contratos ligados à nova geração de infraestrutura digital.

A companhia também sinalizou que o desempenho atual está acima do ponto médio de sua projeção anual de lucro operacional, que varia entre 2 bilhões e 2,5 bilhões de euros, reforçando a tendência de aceleração ao longo do ano.

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