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Bancos brasileiros vão priorizar IA, segurança e Open Finance em 2022

Tecnologias digitais, Open Finance e transformação cultural estão no topo das prioridades dos bancos tradicionais brasileiros, segundo Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2022, realizada pela Deloitte. O levantamento reflete a realidade de 24 bancos, que correspondem a 90% dos ativos bancários do Brasil.

Com as transações cada vez mais digitais, a cibersegurança atrai olhares significativos das instituições financeiras. Todos os bancos, sem exceção, afirmam que segurança cibernética domina a pauta dos investimentos para 2022, ao lado da aplicação de IA. Segundo o estudo, os bancos investem anualmente cerca de 10% de seu orçamento de TI à segurança – valor que pode ser estimado em R$ 2,5 bilhões.

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“Não iniciamos ontem. Foram os bancos brasileiros, e não as fintechs ou as startups, que, ao longo das últimas três décadas, estiveram e continuam na vanguarda da tecnologia bancária mundial. Ser digital, inovador e moderno, e sobretudo seguro e confiável, sempre esteve no DNA dos bancos. Não transigimos com isso”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Leia mais: Instituições financeiras investem em IA para combater lavagem de dinheiro

Já os investimentos em IA buscam melhorar a experiência do cliente nos canais digitais, por meio dos chatbots e assistentes virtuais. A tecnologia também tem sido muito usada pelos bancos na parte de crédito e de cobrança e no processamento de regras para controle de acesso e em sistemas antifraude. Pela habilidade de levar eficiência operacional, a IA sempre estará na pauta dos bancos, destaca a pesquisa.

Ao longo deste ano, os bancos também afirmam que irão investir em Cloud Pública (94%), Big Data (94%), Process Mining (78%), Internet das Coisas (75%), Blockchain (67%) e Computação Quântica (50%).

Open Finance

O Open Finance, que começou a ser implementado no Brasil em fevereiro do ano passado, é prioridade para 78% dos bancos em sua agenda de tecnologia para 2022, no que se refere a análise e exploração dos dados compartilhados pelos clientes.

“No Open Finance, Inteligência Artificial e Cloud serão fundamentais na criação das capacidades necessárias para que os bancos explorem o valor dos dados compartilhados. As estratégias das instituições financeiras começam a ser articuladas e espera-se que a adoção dos clientes aumente à medida que os consumidores percebam os benefícios do compartilhamento”, avalia Sérgio Biagini, sócio-líder para a indústria de serviços financeiros da Deloitte.

Transformação cultural

O estudo também concluiu que os bancos têm percebido que, para transformação digital ocorrer de maneira efetiva, são necessárias mudanças de dentro para fora em relação a conhecimento, valores, cultura e modo de operar e servir. Para isso, é necessário um time com conhecimentos técnicos e de negócios, inserido em produtividade e em uma cultura focada na agilidade e na centralidade do cliente.

O levantamento revelou, ainda, que 91% dos bancos participantes afirmam que decidiram alavancar os canais digitais como principal meio de relacionamento e como forma de entregar uma melhor experiência ao cliente em suas transações financeiras. Já 87% afirmam que a alta expectativa do cliente em relação aos canais digitais e à sua usabilidade impulsionaram a digitalização do banco.

Neste ano, a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária será divulgada em três fases. A segunda etapa irá revelar e detalhar os investimentos feitos em tecnologia pelos bancos em 2021; na terceira parte será divulgado um raio-x das transações bancárias feitas pelos brasileiros no ano passado.

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Redação
Tags: bancoscibersegurançadeloitteFebrabaninteligência artificialopen finance
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