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COP26: tecnologia pode reduzir emissões por empresas em até 35%

Imagem: Shutterstock

Ao longo da próxima semana a 26ª Conferência das Partes da ONU sobre mudanças climáticas (COP26) reunirá autoridades e empresários do mundo inteiro para debater os rumos da economia de baixo carbono e medidas para enfrentar as mudanças do clima. E a tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta para ajudar empresas a nações a cumprirem com seus compromissos de sustentabilidade, segundo o Boston Consulting Group (BCG).

Um estudo – How Tech Offers a Faster Path to Sustainability – feito pela consultoria indica que o uso da tecnologia pode reduzir emissões de gases do efeito estufa (GEE) de uma empresa de 18% a 35%. Para tanto, as organizações devem desenvolver uma mentalidade avançada de sustentabilidade focada em quatro pilares essenciais: automação de processos, transparência de dados de carbono, serviços e modelos de negócios sustentáveis e design circular de produtos.

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“O sucesso depende de aproveitar o potencial da tecnologia e dos dados desde o início dos esforços de sustentabilidade, integrando a agenda ESG às soluções tecnológicas. Desta forma, é possível acelerar significativamente os impactos ambientais e sociais desejáveis para uma jornada completa de descarbonização, algo essencial nesse momento sensível de aceleração na mudança climática”, comentou Otávio Dantas, diretor-executivo e sócio do BCG, líder da prática de Technology Advantage da consultoria no Brasil.

Leia mais: Com foco no metaverso, Facebook assume nova marca

De acordo com o BCG, a chave para atingir esse patamar é repensar cinco áreas tradicionais da tecnologia. São elas:

Operações digitalizadas: o objetivo é criar operações e processos mais sustentáveis a fim de obter mais retorno de consumidores e investidores. As operações mais digitalizadas também melhoram a resiliência dos negócios. É o caso da Schneider Electric, que passou de uma instaladora de equipamentos industriais a líder global em eficiência como serviço, gerando receitas com a redução das emissões de CO2 dos clientes. Quanto maior o impacto ambiental e social que a Schneider cria por meio da economia de energia e da redução de emissões, mais ela é financeiramente recompensada por clientes e mais rápido seus negócios se expandem.

Produtos e serviços digitais: as pioneiras nesta frente criam canais de distribuição que quebram as restrições econômicas para expandir o seu alcance, escala e acesso para um impacto benéfico na sociedade a custos acessíveis, como aplicativos que digitalizam e facilitam o acesso a bens e serviços essenciais.

Nuvem, IoT e blockchain: tecnologias e ferramentas digitais avançadas (como sensores e monitores IoT conectados, plataformas de dados baseadas em nuvem e sistemas de rastreamento habilitados para blockchain) habilitam novos recursos para medir e rastrear o impacto ambiental e social em suas cadeias de valor. Assim, empresas podem melhorar decisões de gestão e investimento e seu desempenho nas metas ESG.

IA e advanced analytics: são tecnologias que geram dados e insights sobre o impacto ambiental e social de um produto, serviço ou processo. Essas plataformas integram recursos, compartilham dados e geram mais transparência e responsabilidade entre os parceiros. As empresas podem aproveitar esses recursos para desenvolver e ajustar ofertas, envolver os clientes e melhorar o desempenho ao longo do tempo.

Dados e ecossistemas: o compartilhamento de dados permite novos modelos de colaboração em diversos setores para desenvolver soluções ambientais e sociais. As empresas podem reunir recursos, acessar novos mercados e expandir o seu alcance com mais facilidade. De acordo com o BCG, isso gera valor de cinco maneiras: permitindo a inovação, criando confiança, facilitando a coordenação, aumentando a conscientização e validando hipóteses.

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Karen Ferraz
Tags: analyticsBCGblockchainemissão de carbonoESGGEEIAsustentabilidade
5 anos ago

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