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A importância da formação de novos profissionais

Com quase 12 milhões de desempregados, o Brasil tem aproximadamente 160 mil vagas de trabalho não preenchidas somente na área de tecnologia, atualmente. Parece contraditório, mas essa é uma realidade cada vez mais visível e inegável.

O ponto em questão é que as qualificações que as companhias procuram e precisam em um profissional não são as habilidades que os candidatos têm para oferecer. O resultado disso é que a conta não fecha.

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Diante desse contexto, seria fácil discutir sobre as razões que nos levaram a esse ambiente de total discrepância. Considerar a educação e o modelo de capacitação dos jovens, por exemplo, é essencial sob todos os aspectos.

Ainda assim, mais do que discutir os problemas e distanciamentos entre escola e trabalho, é preciso pensar em como resolver essa situação. Será que já não está na hora de as empresas investirem ainda mais na formação de novos profissionais?

As vantagens dos investimentos em ações de capacitação são incontáveis e certamente seriam fundamentais para acelerar a formação de mais uma geração de profissionais em todo o mundo.

Primeiro por conta, evidentemente, da função social que os programas de formação de trabalhadores exercem, com os benefícios à comunidade e à economia de um modo geral. Como peças fundamentais da sociedade atual, as empresas têm o dever de apoiar a transformação da vida das pessoas.

Além disso, investir na formação de profissionais pode oferecer diversas vantagens competitivas às organizações. Você já imaginou, por exemplo, quanto custa procurar, selecionar, contratar e integrar um profissional ao seu time? Quem vive a rotina de uma empresa sabe que realizar todas essas etapas exige muito tempo, esforço e dinheiro.

Nesse sentido, incrementar as iniciativas de capacitação profissional, pode ser muito útil para a identificação de talentos e para a redução de custos associados com esse contínuo processo de hunting de trabalhadores com mais experiência.

Ao adotar um programa de educação técnica e profissional, as empresas podem endereçar suas necessidades e construir um perfil de talento que será mais assertivo aos desafios e propostas das operações. Esse modelo agrega uma relação de custo-benefício mais atraente, ampliando a rentabilidade e a eficiência das equipes.

A sinergia entre profissionais de diferentes níveis de graduação também representa uma oportunidade para maximizar os conhecimentos, reforçar a imagem da empresa e reduzir os custos em projetos que, anteriormente, envolveriam apenas colaboradores seniores e plenos.


Outro destaque é que pesquisas indicam que as empresas que contam com fortes programas de capacitação geralmente possuem taxas de turnover (rotatividade) menor que as concorrentes que não contam com esse tipo de ação. Estima-se que essa diferença pode ser de mais de 20%, dependendo do segmento de atuação de cada corporação.

Vale salientar, ainda, que, segundo pesquisa da DIEESE, uma das principais causas de uma taxa de turnover elevada é, justamente, a falta de treinamento e de formação das pessoas – 45% dos profissionais que deixam seus empregos afirmam que a falta de oportunidades e qualificação estruturada para evoluir na carreira é um motivo para sair em busca de novos desafios profissionais.

Ou seja, ajudar um profissional a ingressar e se manter no mercado de trabalho, oferecendo oportunidades para manter a equipe capacitada e dentro do que o mercado exige é, portanto, um processo cada vez mais estratégico para as companhias.

Para isso, é indicado estabelecer parcerias com instituições de ensino de credibilidade que indiquem jovens interessados em construir uma carreira de sucesso, bem como implementar um sólido programa de formação continuada dentro da organização, focado nas habilidades necessárias para melhorar os resultados de negócios e nos anseios dos funcionários.

Esse compromisso não apenas ajudará a preencher as vagas abertas na atualidade, mas também permitirá aumentar a retenção de talentos dentro das organizações. Reter já é mais importante que atrair. É dessa forma, afinal, que as empresas podem driblar o gap de trabalhadores e criar uma geração de profissionais – de tecnologia e de todos os campos – mais feliz.

É sempre importante destacar que pesquisas de organizações globais indicam que existem mais de três milhões de vagas desocupadas em todo o mundo – somente na área de tecnologia. Muitas dessas vagas podem ser preenchidas por jovens que ainda não têm o conhecimento necessário, mas que possuem a paixão e a vontade de aprender, ou por profissionais de nível pleno ou sênior que estão dispostos a conhecer novos horizontes.

Esses talentos podem renovar as oportunidades das empresas, mas as organizações (e seus líderes) precisam abraçar com prioridade a missão de gerar as oportunidades para isso.

Hoje, posso afirmar que criar estratégias de qualificação e formação de profissionais é um caminho extremamente rentável e eficiente para garantir a estabilidade das equipes e até mesmo para melhorar as opções de negócios das companhias, abrindo espaço para a inovação e a troca de experiências e garantindo uma retenção de mais de 80% de pessoal.

É hora de olhar o talento que emerge dentro dos escritórios, trazendo profissionais mais jovens e novas ideias à rotina dos departamentos, aproveitando a experiência e o talento de quem já demonstrou seu valor.

*Lauro Chacon é Vice Presidente de Human Capital e Marketing da Qintess

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Redator
Tags: recrutamento
6 anos ago

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