All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

A guerra dos padrões II: o vencedor é…

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Encerramos a coluna anterior comentando que não basta criar e transferir páginas da Web entre os servidores. Além disto, é necessário um programa para exibi-las, o chamado “navegador”. E que embora algumas versões deste programa já existissem para os sistemas operacionais usados pelos centros acadêmicos conectados via Internet, não havia uma que rodasse nas máquinas dos usuários comuns.

Então dois programadores do Centro Nacional de Aplicativos para Supercomputadores (NCSA) da Universidade de Illinois, Eric Bina e Marc Andreessen, que já haviam criado um programa navegador para uma distribuição de Unix, decidiram adaptá-lo para Windows. E em setembro de 1993 lançaram uma versão de seu Mosaic que rodava em Windows e tornou-se o primeiro navegador ao alcance do grande público. O fato foi tão importante para a disseminação da Internet que a Universidade de Illinois mandou fundir a placa comemorativa exibida na figura.

Nesta altura dos acontecimentos, mesmo ainda restrita aos meios acadêmicos e usando programas navegadores que rodavam apenas em Unix e suas diversas distribuições e muito antes da criação do W3C destinado a normalizá-la, a HTML já tinha sido objeto de duas revisões que resultaram nas HTML 2.0 e HTML 3.2 (não me perguntem por que, mas jamais houve a HTML 3.0).

Mas lidar com tudo isto era ainda muito simples. Particularmente porque, seja qual fosse a alteração, era relativamente fácil implementá-la. Afinal, na prática, havia apenas um programa navegador.

Foi então que Marc Andreessen resolveu faturar “algum” e em 1994 deixou o NCSA para fundar sua própria empresa, originalmente denominada Mosaic Communications, mais tarde Netscape para evitar disputas com o NCSA sobre o direito de usar o nome “Mosaic”. E lançou uma versão comercial de seu navegador.

Bem, as coisas estavam se complicando. E se complicaram ainda mais no ano seguinte quando a Microsoft lançou a primeira versão do Internet Explorer, então integrada ao sistema operacional Windows 95. E mais ainda em 1996, com o lançamento do Opera.

Depois o Netscape acabou virando Mozilla que virou Firefox, a Apple lançou seu Safari e recentemente a Google lançou seu Chrome. Uma consulta às estatísticas do W3Schools mostra que hoje estes cinco programas navegadores (Firefox, IE, Chrome, Safari e Opera, nesta ordem) são responsáveis por 99,7% dos acessos ao sítio da instituição.

Uma diversidade que, em princípio, não constituiria problema. Afinal, há dezenas de editores de texto, outros tantos programas de edição de imagens e coisa e tal, e ninguém se incomoda com isto: cada usuário escolhe o seu e temos conversado.

Mas acontece que cada um destes aplicativos adota seu próprio formato de arquivo (e converte os formatos adotados pelos demais, quando necessário). Já um programa navegador não pode fazer isto. Tem que receber um arquivo no formato HTML e mostrá-lo na tela (ou seja, compor sua imagem, ou “renderizar” a tela) exatamente como desejado por seu desenvolvedor. E, se não houver um mínimo de entendimento e padronização, cada programa exibirá a página de seu jeito. O que, do ponto de vista do programador que criou a página (e do usuário), seria um desastre completo.

Pois é justamente esta uma das mais importantes funções do W3C: fazer com que diferentes programas navegadores exibam páginas com o mesmo (ou, na prática, com quase o mesmo) aspecto.

Page: 1 2 3 4

Next A guerra dos padrões II: o vencedor é... »
Previous « Levei um BALÃO do site BALÃO DA INFORMÁTICA
Share
Published by
Editorial IT Forum 365
15 anos ago

    Related Post

  • Para CEO da BuildBox, IA vai assumir o papel do Microsoft Office nas empresas
  • IA deixa fase de testes e ganha prioridade no mercado brasileiro de software, diz Abes
  • Custos de IA expõem problema de contexto e elevam gastos corporativos, diz Forrester

Recent Posts

  • Notícias

Para CEO da BuildBox, IA vai assumir o papel do Microsoft Office nas empresas

No segundo dia do IT Forum Na Mata com oferecimento BuildBox, realizado na sexta-feira (12)…

24 minutos ago
  • Artigos

O Brasil pode liderar a era da IA ou escalar o caos digital

Por Leandro Cesar Lopes O Brasil pode estar mais preparado para a era da inteligência…

2 horas ago
  • Notícias

IA deixa fase de testes e ganha prioridade no mercado brasileiro de software, diz Abes

A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) apresentou nesta segunda-feira (15) a segunda parte…

3 horas ago
  • Notícias

Custos de IA expõem problema de contexto e elevam gastos corporativos, diz Forrester

O crescimento dos gastos com inteligência artificial (IA) pode estar menos relacionado ao uso dos…

3 horas ago
  • Notícias

Lenovo nomeia Claudio Stopatto como general manager de ISG para a América Latina

A Lenovo anunciou, nesta segunda-feira (15), a nomeação de Claudio Stopatto para o cargo de…

4 horas ago
  • Notícias

Morre Rege Romeu Scarabucci, ex-integrante do CPqD e do projeto GIGA

Faleceu neste final de semana o pesquisador Rege Romeu Scarabucci. Ao longo de mais de…

7 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L