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8 executivos de TI que praticam esportes olímpicos

Os Jogos Olímpicos de Paris começaram e grande parte do mundo está ligada à competição. Mas, muito além dos atletas profissionais, muitos executivos de TI praticam esportes – que vão desde corrida até kitesurf – não só para se divertir ou ajudar em sua saúde física, mas para melhorar sua carreira profissional.

Para entender um pouco mais sobre a relação entre os esportes e suas lideranças, o IT Forum conversou com oito desses executivos de TI, que falaram sobre sua relação com o esporte. Confira:

Ana Karina Scarlato, VP de Produtos e Inovação da Mastercard Brasil

Ana Karina Scarlato pratica triathlon há oito anos. Ela começou competindo em provas curtas e já completou três Iron Man, um deles no Havaí. Esse ano, a executiva foi sorteada, depois de vários desafios, a participar de uma prova na maratona de Paris, que juntará atletas profissionais e amadores.

O esporte, diz ela, ajuda a trazer elementos para seu dia a dia profissional. “Tem a questão da disciplina e do planejamento. E tem muita coisa que dá errado durante uma prova e a gente acaba tendo que reagir de uma forma muito rápida. Então acabamos trazendo isso um pouco para a vida profissional e isso tem me ajudado bastante a planejar melhor meu dia, a planejar melhor minha agenda, a não procrastinar”, comenta ela.

Leia também: 5 tecnologias que vão mudar o jogo nas Olimpíadas de Paris 2024

Christiane Cruz Citrângulo, CMSO, responsável por Marketing e Estratégia da Neogrid

Christiane tem uma longa história com o esporte, tentou basquete, handebol e até ballet, mas a sua paixão, desde adolescente, é o vôlei. “Eu adoro jogar em time, adoro jogar com a parceria, a colaboração das minhas amigas ali que estão no lado. Pratiquei [vôlei] por um bom tempo, parei e há 10 anos eu voltei com tudo. Hoje eu sou atleta do Pinheiros e jogo vôlei de segundas e quartas e participo de campeonatos”, diz ela.

Para ela, é muito importante ter um hobby e a expectativa de ter algo legal para fazer durante a semana. “Além de me divertir, treinar e cuidar do corpo. Eu cuido da alma e obviamente que isso tudo me traz energia. E com mais energia a gente acaba sendo muito mais produtivo.”

Claudio Stopatto, country manager da Lenovo Brasil

Pela primeira vez nos Jogos Olímpicos, o kitesurf é a paixão de Stopatto. O executivo conheceu o esporte por volta de 2002, quand morou em Fortaleza, mas só foi aprendê-lo anos depois.

“As conexões entre o esporte e a e a nossa vida profissional são infinitas. E no kitesurf não é diferente. Como um esporte considerado extremo e também muito dependente das condições naturais, você tem que estar sempre muito bem-preparado para se adaptar às coisas que você não pode controlar os imprevistos que acontecem”, revela ele.

Eduardo Carvalho, presidente Latam da Equinix

Carvalho começou no boxe aos 14 anos, após um hiato, há dez anos voltou a treinar o que, segundo ele, não ajudou apenas fisicamente, mas em sua carreira profissional. “No dia a dia os problemas ficam menores porque eu treino de manhã, então já chego relaxado depois do treino, e trato dos assuntos mais críticos”, revela ele.

O presidente Latam se diz apaixonado por esportes e está em Paris para ver alguns esportes, incluindo, é claro o boxe olímpico. “Sou apaixonado não só por boxe, mas pelas artes marciais em geral e pelo esporte, acima de tudo.”

Fabio Lima, líder de IA da IBM Brasil

Lima pratica judô, entre idas e vindas, desde os dez anos de idade. “A filosofia do judô ensina valores essenciais que são aplicáveis em toda a nossa vida. A perseverança, a disciplina e o respeito são fundamentais para alcançar o sucesso”, afirma ele.

Além disso, diz o executivo, a arte marcial ensina a “cair e levantar”. “Da mesma forma, a gente enfrenta desafios e fracassos no nosso dia a dia profissional. Mas a gente tem essa habilidade de se erguer cada vez mais forte para cada obstáculo. Além disso, o judô também nos ensina a importância do trabalho em equipe, pois, no tatame, dependemos dos colegas.”

Gisselle Ruiz Lanza, diretora-geral da Intel

 

Assim como Ana Karina, Gisselle participará da maratona de atletismo em Paris. A executiva já participou de competições de corrida em diversas cidades, como Berlim e Chicago. “A corrida me estimula a manter uma certa disciplina que é muito importante na minha vida pessoal e como líder. O esporte me desafia e me ajuda a exercitar a persistência. A resiliência, tanto física como o mental, são duas habilidades importantes para maratonistas, mas isso me ajuda também no âmbito profissional”, comenta ela.

Hoje, afirma a executiva, mais importante do que seu tempo de corrida é aproveitar e viver os aprendizados que essa oportunidade a está proporcionando. “Ironicamente, [Paris] será possivelmente meu pior tempo de maratona, mas uma das melhores experiências de esporte que já tive. E isso vale para muitos outros aspectos da vida quando as coisas mudam”, comemora ela.

Marcio Caputo, COO da Logicalis

A mistura de toda a intensidade dos jogadores com o cavalheirismo dos torcedores foi o que fez Caputo se apaixonar pelo tênis, esporte praticado por ele. O tênis, diz ele, o ajuda sob várias perspectivas. Uma delas é a focar no objetivo e naquilo que deseja.

O outro ponto, diz ele citando o tenista Roger Federer, é que todos os pontos valem. Tanto a bola que o atleta errou, quanto o ponto mais bonito, vale apenas um. “O importante é você colecionar esses pontos, deixar para trás aquilo que não funcionou, e seguir com tranquilidade para o próximo ponto, que é aquele que você precisa ganhar”, diz Caputo.

Samir Vani, diretor para a América Latina da MediaTek

O esporte praticado por Vani é o ciclismo, há muitos anos. A relação com o esporte, comenta ele, ajuda a ter uma saúde física e mental melhor, para entender a questão de seus limites e seus competidores e sua equipe.

“Acredito que a transposição disso para a empresa é natural. Melhorando essa sua visão e a sua resiliência como ser humano, o esporte te ajuda muito no dia a dia”, complementa ele.

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