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Lay-offs: 78 mil pessoas perderam emprego para a IA em 2026, principalmente nos EUA

Mais de 78 mil profissionais foram desligados de empresas de tecnologia no mundo desde janeiro de 2026, segundo relatório recente da RationalFX, a maioria absoluta (76%) nos EUA. A adoção de ferramentas de automação e inteligência artificial é parte da explicação, por conta do aumento da eficiência operacional trazida por essas tecnologias.

Para Jerry Soares, mestre em administração e CEO da consultoria MPJ, a adaptação contínua dos trabalhadores se tornou essencial para manter a relevância profissional. “Todo avanço tecnológico gera uma reestruturação no mercado de trabalho. Profissões que antes eram comuns deixaram de existir com a evolução tecnológica, e esse mesmo processo ocorre agora com a inteligência artificial”, diz.

Para o especialista, funções baseadas em tarefas repetitivas e operacionais tendem a ser as mais impactadas, uma vez que sistemas de IA conseguem executá-las com maior velocidade e eficiência. No entanto, ressalta, a substituição de profissionais é apenas metade da questão, com a mudança das funções existentes e a criação de novas já acontecendo.

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Segundo o Fórum Econômico Mundial, a inteligência artificial pode levar à extinção de cerca de 92 milhões de empregos até 2030. Em contrapartida, serão criadas 170 milhões de novas.

Como se adaptar

Para se manterem competitivos, Soares aconselha que os profissionais dominem ferramentas básicas de IA, mas também desenvolvam capacidade de transformar dados em decisões e ganhos reais. Para ele, o principal desafio atual não é o acesso à tecnologia, mas a velocidade de adaptação das pessoas.

“… muitos profissionais ainda não estão preparados para interpretar esses dados e extrair valor estratégico deles. Empresas que conseguem avançar nesse cenário entendem que a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta de produtividade, mas um componente central da operação”, diz.

A atualização constante sobre novas ferramentas, funções e aplicações da inteligência artificial torna-se essencial para acompanhar as mudanças e atender às novas demandas profissionais, diz Soares. Habilidades técnicas e comportamentais continuam sendo essenciais, como julgamento crítico, tomada de decisão, negociação e interpretação de contextos culturais e organizacionais.

A tendência, segundo o especialista, é a consolidação de um modelo híbrido, no qual a inteligência artificial atua como suporte, e não como substituta completa do trabalho humano.

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