76% dos CIOs não confiam na própria organização para se defender contra roubo de dados

Segundo pesquisa da Delphix, maioria das empresas ainda não estão preparadas para lidar com ataques de ransomware

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10:15 am - 12 de agosto de 2022
Imagem: Shutterstock

A maioria dos executivos de TI no mundo não confia na capacidade da própria organização para se defender contra o roubo de dados. Segundo uma pesquisa global realizada pela Delphix, em parceria com a Pulse, 76% dos CIOs afirmaram que há despreparo diante da escalada de ciberataques, com a maioria das empresas ainda não estando preparadas para lidar com ataques de ransomware. O levantamento foi realizado com base em entrevistas com 100 executivos de TI e de segurança de organizações de diferentes países.

Ainda de acordo com o estudo, mais de 80% dos entrevistados disseram não realizar testes e simulações para garantir a recuperação rápida e precisa de aplicativos e dados críticos de negócios em caso de um desastre, e apenas 6% disseram conhecer as três principais variantes de ransomware (criptografia de dados, bloqueio de sistemas e roubo de dados).

Além disso, embora 99% dos entrevistados façam uso de uma solução de backup de terceiros, a maioria não inclui características importantes como Recuperação para um Ambiente Isolado, Mascaramento de Dados e Retenção à Prova de Adulteração.

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“As descobertas desta pesquisa acendem o alerta sobre o nível de prontidão das organizações para defesa contra os ataques de ransomware. Trata-se de um preparo necessário para quando o ataque acontecer, ao invés de uma esperança de que não aconteça”, diz Bruna Bolorino, vice-presidente para América Latina e Caribe da Delphix.

Além de perda de receita, o tempo de inatividade das operações após um ataque pode gerar multas, perda de dados críticos para o negócio e uma crise de imagem perante o mercado. Com base nos valores estimados, um único ataque de ransomware que cause três dias de inatividade da operação pode gerar às empresas prejuízos estimados de US$ 30 milhões a mais de US$ 150 milhões.

Dos executivos de organizações que sofreram algum ataque, 70% alegaram que o sistema de backup foi comprometido, 68% disseram que as informações de identificação pessoal foram afetadas, 48% perderam dados permanentemente e 40% tiveram dados roubados. Destes, 24% ainda pagaram resgate e 14% foram atacados novamente.

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