A imensa maioria dos CEOs de empresas privadas de 11 países dizem que as lideranças entendem o potencial disruptivo da inteligência artificial (79%) e identificam a tecnologia como prioridade para investimentos futuros (71%). Apesar do otimismo, outra maioria (73%) espera obter retorno sobre os investimentos já feitos entre os próximos um a três anos.
Os dados são de um levantamento recente da KPMG, o Global Private Company CEO Outlook, que ouviu 298 executivos de empresas privadas da Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e EUA. Cerca de 80% dos CEOs dizem estar confiantes nas perspectivas de crescimento dos negócios.
Segundo o estudo, 53% dos executivos optaram por uma “abordagem conservadora” da IA até que haja clareza regulatória, e 50% disseram que a tecnologia tem impacto transformador.
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“Pode ser inevitável que haja alguma resistência cultural e barreiras ao uso da IA. Dessa forma, é vital preparar as equipes para essa tecnologia e engajar os membros com suas possibilidades”, diz em comunicado Carolina de Oliviera, sócia-líder de private enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul.
Para a especialista, é importante aproveitar os talentos dos funcionários e orientá-los para um trabalho de nível mais elevado pós-IA. “Isso exige uma estratégia de mudança e inovação que sensibilize as pessoas, com comunicações regulares e consistentes para dissipar os medos”, explica.
“Em uma era de tecnologia em rápida evolução, não é surpresa que algumas das tendências que mais têm impacto sobre a prosperidade futura sejam a segurança cibernética (81%), o custo da infraestrutura tecnológica (79%) e a prontidão da força de trabalho de IA (77%). No fim das contas, o espírito empreendedor e a capacidade de agir rápido podem ser uma vantagem competitiva das empresas privadas, em relação às empresas de capital aberto”, conclui.
O estudo completo pode ser baixado nesse link (em PDF).
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