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5 dicas para usar de forma efetiva a Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial (IA) foi considerada a palavra do ano de 2023 pelo dicionário inglês Collins, sobretudo pela revolução causada por serviços como ChatGPT nos mais diversos segmentos. Mas, embora já seja uma realidade, as empresas ainda estão em busca das melhores estratégias para utilizar a IA de maneira mais eficiente.

Fúlvio Mascara, cientista-chefe da Foursys, explica que o método de treinamento da IA, o Prompt Engineering, está passando por uma grande evolução. “Por isso, atualmente é fundamental saber fazer as melhores perguntas e conhecer as melhores práticas dentro deste universo.”

O especialista dá cinco dicas para usar de forma efetiva a IA:

Inteligência Artificial não é buscador

De acordo com Mascara, em uma busca tradicional, a interação é mais simples, de mão única. O usuário pede uma informação e recebe apenas os links com as páginas. Com a Inteligência Artificial, a abordagem deve ser diferente. “O usuário deve encarar a Inteligência Artificial como uma pessoa superinteligente, com a capacidade de raciocínio muito acima da humana. Esta capacidade de processamento pode e deve ser estimulada ao máximo, não apenas buscando simples respostas.”

Definir a Persona da IA     

Antes de iniciar a interação com a IA, é importante defininir qual será a persona que ela irá assumir. “Caso o usuário comece fazendo uma pergunta simples ao serviço da IA, ele corre o risco de receber apenas respostas genéricas e pouco aprofundadas”, afirma Mascara.

Leia também: Metade dos líderes financeiros do Brasil quer IA na detecção de fraudes

O ideial, diz ele, é explicar à IA o contexto da sua questão, os ‘porquês’ e os motivos da resposta que busca. Desta maneira, ela dará respostas dentro deste contexto, já sabendo quem é e sobre o que estará falando.

Conhecer Técnicas Avançadas

Algumas das principais empresas do segmento de Inteligência Artificial oferecem aos seus usuários os chamados Prompt Engineering Guide, ou seja, um guia para a melhor utilização dos prompts, com técnicas avançadas. Dentro destas técnicas, por exemplo, está a “Cadeia de Pensamentos” (Chain of Tought).

“A ‘Cadeia de Pensamentos’ tem o objetivo de ensinar a máquina a raciocinar e não apenas a dar respostas. Para isso, dentro do conceito do In-context Learning, é possível otimizar prompts específicos para cada tarefa, aproveitando a capacidade de aprendizado da IA”, explica o executivo. Em outras palavras, o usuário tem a chance de utilizar os prompts não para perguntas, mas para ensinar a máquina a dar respostas corretamente.

Alinhamento com Valores Humanos e Questões Éticas

Tão importante quanto conversar com a IA para obter respostas, é ensinar as coisas que não quer que ela faça, dentro do limite da ética e dos valores humanos. “Caso eu deseje recomendar um livro para um cliente, por exemplo, é importante ensinar à máquina que ela não deve fazer a avaliação com base em questões pessoais e sim focada no interesse daquela recomendação”, comenta Mascara. A IA deve considerar parâmetros como gênero literário, obras de sucesso etc. O usuário nunca deve permitir que a máquina peça informações particulares do usuário.

Uso de delimitadores

Os delimitadores ou separadores ajudam o modelo a compreender melhor cada parte do prompt e da intenção do usuário, gerando respostas mais precisas. Exemplos disso são as palavras-chave colocadas antes de um certo bloco de texto, com o objetivo de identificá-lo. Desta forma, o modelo consegue diferenciar este bloco para realizar um processamento específico.

Como exemplo, o usuário pode aplicar a palavra “Contexto” como uma instrução clara antes do texto a ser sumarizado. Por exemplo:

Contexto: Uma organização sem fins lucrativos que quer desenvolver um projeto social em locais com problemas de saneamento básico.

Instrução: Gere alguns insights de como a organização poderia atender o contexto definido acima.

Formato: Os insights devem ser gerados em bullet points.

Outra forma eficiente são os separadores de texto para definir o que é a instrução e o que o documento que a instrução deve trabalhar. Por exemplo, o usuário pode escrever a instrução “Sumarize em no máximo 3 sentenças com termos leigos e sem uso de gírias, o texto entre””””.

Por fim, outra forma de usar delimitadores é com o XML, recurso frequentemente usado em aplicações e sistemas, que funciona como um sistema de marcadores, como, por exemplo:

<traduzir>The book is on the table</traduzir>

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