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5 desafios de segurança multicloud para CISOs

Rafael Venancio, diretor de negócios em nuvem para a América Latina e Caribe da Fortinet. Foto: Divulgação

A máxima de que as nuvens são seguras nem sempre é totalmente verdadeira. Assim como quando as aplicações estavam em um data center, são necessárias camadas de segurança e que, inclusive, podem ser mais desafiadoras por não estarem “dentro de casa” e estarem espalhadas em ambientes múltiplos (ou multicloud).

Para Rafael Venancio, diretor de negócios em nuvem para a América Latina e Caribe da Fortinet, o mercado de cibersegurança na nuvem no Brasil ainda é muito segmentado e disperso. Ainda são muito players pequenos ou startups, sendo um indicativo de que não há uma consolidação.

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“Ao visitar eventos de cloud, por exemplo, muitos dos patrocinadores são empresas pequenas da Europa ou dos Estados Unidos que estão tentando buscar clientes e aumentar o valor da companhia para um IPO ou venda. Cada uma delas faz um pedaço da segurança, mas se o cliente quer uma proteção ponta a ponta, tem poucas opções. É um mercado que ainda não teve tempo de ter uma consolidação”, comentou o executivo durante o Xperts Summit, evento realizado pela Fortinet realizado em Cancún*, no México.

Leia também: Cibersegurança é sobre operações, não TI, mostram casos reais

O diretor citou alguns dos desafios que os CISOs das empresas enfrentam na área de segurança na nuvem:

Desafios de arquiteturas

É muito difícil que uma empresa tenha apenas uma nuvem. Mais de 80% dos clientes têm cloud híbridas. Com isso, a superfície de ataque é maior. Antes, era possível proteger o data center, agora é necessário proteger uma ou mais nuvens e isso se torna mais difícil e complexo. a ou as nuvens e isso é muito difícil. Com isso, aumenta a complexidade.

O cliente pensa: qual solução vou usar para proteger a nuvem? Se utilizadas aplicações diferentes na nuvem e no on-premise, há regras e funções diferentes. A primeira recomendação é que as aplicações tenham alguma integração entre o que é on-premise e o que é na nuvem.

Falta de pessoas

Há uma falta de profissionais de tecnologia em geral. Mas, ao comentar sobre cibersegurança na nuvem, isso é ainda pior, porque tem um gap nos dois temas: nuvem e segurança.

Ambientes complexos

Como fazer para gerenciar ou operar um ambiente mais complexo com menos pessoas: é preciso automatizar e, por isso, as empresas precisam de soluções integradas e que se falem entre elas. Para isso, são necessárias soluções mais amplas.

O ponto de partida é o modelo de responsabilidade compartilhada. Se a nuvem é segura, está disponível. E a segurança física existe, mas não a segurança nos dados. O modelo de responsabilidade compartilhada permite entender até onde é obrigação do provedor e onde começa a responsabilidade do cliente, que são os dados, as informações e o acesso aos dados.

Perigos da automatização

A automação pode gerar mais vulnerabilidade porque se está orquestrando não se sabe o que passa por trás. Se automatizamos o caos, temos um caos maior. Se o ambiente não está adequado, não tem as proteções básicas, vai ser pior.

Para ter a automação, precisa primeiro ter um ambiente controlado e que esteja estável e com as mínimas camadas de segurança.

Segurança em três pilares

É necessário pensar em três fundamentos: segurança de rede, que é bastante similar ao que tem no on-premise. O segundo pilar é a segurança das aplicações e das APIs. Por último, a proteção da plataforma que precisa ter as ferramentas de segurança de nuvem.

* a jornalista viajou para Cancún a convite da Fortinet

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Published by
Laura Martins
Tags: CISOsdesafiossegurança. multicloud
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