O setor da saúde geralmente não figura entre os que estão mais adiantados em termos de transformação digital, especialmente quando se trata do uso de tecnologia na gestão hospitalar e na melhoria da experiência dos pacientes. Gestão de leitos, hotelaria, manutenção e nutrição, por exemplo, também podem ser aprimoradas usando TI.
Uma das empresas que tem se dedicado a reduzir problemas comuns nas operações hospitalares é a Quality24, startup que oferece soluções de apoio à gestão. Gabriel Gebrim, COO da empresa, lista abaixo quatro soluções para melhorar o dia a dia de centros de saúde.
Hospitais e clínicas sempre lidaram com uma grande diversidade de operações, muitas vezes, gerenciadas por sistemas separados. As plataformas de gestão integradas são uma resposta a essa fragmentação, oferecendo uma solução que unifica diferentes áreas, como manutenção, limpeza e nutrição, em um único local.
Diferente dos ERPs tradicionais, essas plataformas adaptam-se aos fluxos operacionais dos hospitais, otimizando a gestão e proporcionando uma maior eficiência.
A gestão eficiente de leitos hospitalares é essencial para a manutenção de fluxos ágeis de pacientes. Tecnologias que monitoram em tempo real o status dos leitos prometem que centros de saúde reduzam o tempo necessário para liberar um leito após a alta de um paciente.
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Esses sistemas podem identificar quando um leito está pronto para limpeza e, caso haja algum impedimento, acionam equipes responsáveis. Isso reduz o tempo ocioso dos leitos e, consequentemente, melhora a capacidade de atendimento da instituição — além de orientar os profissionais corretos para cada função.
Outra inovação que impacta a experiência dos pacientes, segundo Gebrim, é a possibilidade de interação em tempo real com as equipes hospitalares. Por meio de aplicativos e interfaces digitais, os pacientes podem fazer solicitações, relatar problemas ou fornecer feedback sobre sua estadia, permitindo uma resposta imediata e mais eficiente.
Gebrim destaca um caso recente de sucesso: “Em um de nossos clientes, identificamos, por meio dos feedbacks dos pacientes, que o problema com a alimentação não era a comida, mas a temperatura dos alimentos. Isso só foi descoberto por conta dos dados coletados em tempo real, que nos permitiram agir rapidamente”
A coleta de dados em tempo real e o monitoramento automatizado de serviços criam base para a implementação da inteligência artificial (IA) nos hospitais. Essas tecnologias monitoram cada etapa dos processos internos e otimizam fluxos de trabalho, permitindo uma gestão mais precisa e proativa de equipes, diz o COO.
A IA, por sua vez, pode transformar a gestão hospitalar, oferecendo análises preditivas, automatizando decisões operacionais e até mesmo ajustando as demandas em tempo real. Mas, segundo o executivo, a adoção de IA “depende de uma estrutura sólida de digitalização e integração de dados, algo que muitos hospitais ainda estão implementando, mas em fase embrionária”.
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