Google, Microsoft, Palo Alto e OpenAI: essas são apenas quatro das principais empresas fornecedoras de tecnologia de inteligência artificial a serem batidas em mais de 30 “corridas” sendo disputadas nesse exato momento no mercado global. A lista do Gartner – chamada Companies to Beat – é dividida em cinco categorias, e busca mapear os players mais destacados num momento de competição acirrada.
“A Company to Beat é determinada por uma metodologia baseada, mas não limitada, a seis critérios-chave que diferenciam os principais fornecedores no setor: recursos técnicos, implementações de clientes, base de clientes potenciais, modelo de negócios, parcerias-chave e o ecossistema circundante mais amplo”, explica em comunicado Anthony Bradley, vice-presidente do Gartner.
Segundo ele, a avaliação é realizada por equipes de analistas especializados que estudam dados tanto do Gartner como de mercado. Eles consideram diversas fontes de dados, incluindo interações com usuários finais e fornecedores, revisão por pares, dados públicos, dados do Gartner e investigações próprias, diz Bradley. “À medida que essas corridas entre fornecedores de IA evoluem rapidamente, a cobertura, avaliação, insights e conselhos do Gartner sobre como competir evoluirão em conjunto”, completa.
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As cinco categorias listadas incluem dados e infraestrutura; modelo e agêntico; cibersegurança; soluções; e indústria.
Os analistas do Gartner afirmam que o “stack” de tecnologia de agentes de IA do Google (abrangendo modelos de raciocínio avançados, protocolos e infraestrutura), o suporte para a adoção empresarial e o uso do Deepmind para investir em disruptores-chave tornam a empresa a líder em IA agêntica corporativa, pois supera a concorrência em visão e inovação.
No entanto, ressalta a consultoria, o Google ainda não tomou medidas importantes para criar agentes especializados capazes de resolver problemas de negócios específicos. Isso representa uma oportunidade para empresas de aplicações corporativas e startups de agentes de IA especializados em determinados domínios ganharem participação de mercado e ampliarem a presença dos agentes implementados nas companhias, avalia o Gartner.
Segundo o Gartner, a Palo Alto tem um “amplo portfólio” e uma estratégia de aquisições, além de extensa base instalada e “robustos” canais de distribuição, o que a coloca na posição de líder em plataformas de segurança de IA. A empresa se posicionou como importante player de pesquisa em segurança de IA, combinando experiência interna com abordagens colaborativas (crowdsourced) e de código aberto.
O ecossistema de parceiros e plataformas da Microsoft, o controle das superfícies de trabalho corporativas, a capacidade de capturar dados empresariais, as ferramentas de IA extensíveis e a plataforma de governança Agent 365 fazem dela a Company to Beat na IA oferecida para toda a empresa, diz o Gartner. A presença da companhia em aplicações e infraestruturas empresariais permite que integre mais facilmente a IA no back-end e front-end dos clientes.
No entanto, ao contrário de outras corridas do mercado, a IA corporativa é relativamente menos dinâmica e mais aberta a gigantes do mercado do que a startups e players menores.
A OpenAI é líder em pesquisa de grandes modelos de linguagem (LLMs), diz o Gartner, graças ao fato de ter sido a primeira a entrar no mercado e pelo em IA agêntica. O impacto é reforçado por uma curva de demanda e adoção “sem precedentes” do ChatGPT, voltado ao consumidor final, com acesso via API. Também se beneficia da expansão no mercado empresarial ao incorporar modelos GPT no conjunto de aplicações da Microsoft.
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