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3 dicas para se proteger: vulnerabilidade cibernética no setor farmacêutico

À medida que surgem no mercado novas tecnologias e processos digitais orientados por dados e inteligência artificial, abre-se também um leque de possibilidades para que cibercriminosos tirem proveito das inovações, seja em qualquer área de atuação. No setor farmacêutico, sobretudo, os hackers representam uma ameaça significativa tanto para a segurança de informações sensíveis quanto para a saúde dos pacientes. Isso porque a área abrange desde a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos até a distribuição e venda.

Embora o setor farmacêutico seja bastante regulamentado no mundo on-line, especialmente com as diretrizes da LGPD, que obrigou o mercado a evoluir, é urgente trabalhar questões básicas de segurança com os usuários, como o uso de senhas fracas, por exemplo. Desenvolver ações recorrentes nesse âmbito podem promover uma nova cultura de proteção, até porque vivemos constantes mudanças frente a esse cenário. Além disso, investir em capacitação profissional em meio aos avanços tecnológicos também deixou de ser um diferencial e se tornou condição obrigatória.

O “Índice de Defesa Cibernética 2022/23” divulgado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos EUA, aponta o Brasil como o terceiro pior ambiente digital entre os países do G20. Para elaborar o relatório, os cientistas estudaram a forma como as 20 principais economias do planeta adotam práticas tecnológicas para se prevenir de ataques cibernéticos. No relatório, o Brasil ocupa a 18ª colocação no ranking.

Por essas e outras, é vital colocar em prática medidas contra vulnerabilidades cibernéticas, que no setor farmacêutico podem ser ainda mais básicas do que se imagina. A seguir, listo três ações primordiais:

1. Aculturamento de proteção para não cair em armadilhas

Aqui, uma analogia é válida: se na minha casa, para me proteger contra possíveis perigos, eu preciso trancar a porta, investir em cerca elétrica ou em um portão mais resistente, no ambiente digital, as senhas, por exemplo, são os nossos cadeados, digamos assim. O uso de códigos mais complexos e diferentes para cada conta é um tema batido, mas ainda merece a devida importância.

Estimular a elaboração de uma sequência com caracteres peculiares do idioma de origem, como acentos gráficos no caso da língua portuguesa, é uma tática a se considerar. Promover o uso de gerenciadores de senhas confiáveis para manter o controle das credenciais também é interessante. Além disso, o aculturamento de proteção se estende ainda à tecnologia mobile, que tem uma forte atuação no setor e traz mais complexidade e um campo vasto para quem quer avançar com os crimes.

2. Relações e parcerias com empresas sólidas

É imprescindível que as organizações firmem apoios estratégicos com marcas que já tenham uma governança institucionalizada, com uma história de vida para contar. Isso inclui transparência nas ações, rastreabilidade, entre outras iniciativas que evidenciem a seriedade em cena, tanto no mundo físico quanto on-line. É necessário ir além das relações comerciais tradicionais e enxergar clientes e fornecedores como parceiros de negócios, engajados e sintonizados com as mesmas questões e preocupados em melhorias contínuas.

3. Plataformas com programas de fidelização confiáveis

Atualmente, existem várias opções em farmácias para o consumidor desembolsar menos dinheiro com medicamentos. Portanto, é preciso investir em uma série de controles para que os dados pessoais do usuário, como CPF, estarão sempre protegidos e não serão utilizados para nenhum outro fim. O setor farmacêutico é um dos principais alvos de cibercriminosos com motivações financeiras. Utilizando campanhas de phishing e malware, por exemplo, aproveitam a forma de se comunicar das organizações, imitando até identidades visuais para realizar ataques.

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