A Nokia, maior fabricante de celulares em volume de vendas, afirmou hoje (27/4) em um comunicado que irá demitir 4.000 funcionários em todo o mundo até o final de 2012. A maioria da demissões deve acontecer na Dinamarca, na Finlândia e no Reino Unido.
Os cortes são resultado da estratégia da empresa para cortar custos, e devem gerar uma economia de quase 1,5 bilhão de dólares. A companhia também anunciou a terceirização das operações da área relacionada à plataforma Symbian, que deve ser absorvida pela Accenture (com a transferência , inclusive, de 3.000 funcionários).
Em fevereiro deste ano, a Nokia anunciou que iria adotar o sistema operacional Windows Phone 7, da Microsoft, em seus smartphones, numa última tentativa de manter sua liderança no mercado.
Com a decisão, a empresa praticamente descartou o concorrente Android, da Google, que cresceu 900% em 2010. Após o anúncio, as ações da Nokia na bolsa de Helsinque, capital da Finlândia, caíram 8%.
O acordo aconteceu depois de a Nokia ter nomeado Stephen Elop, antigo executivo da Microsoft, como CEO, há menos de cinco meses, com a missão de recuperar o prestígio da companhia, especialmente no lucrativo mercado de smartphones, dominado hoje pelo iPhone, da Apple e pelos aparelhos Android, plataforma criada pela Google.
Elop construiu uma reputação de executivo sem papas na língua, de fala direta, sem rodeios. Em memorando interno aos funcionários, ele comparou o destino da Nokia ao de um homem de pé sobre uma plataforma de petróleo queimando, forçado a escolher entre pular nas águas geladas ou queimar.
Desde a contratação de Elop pela Nokia, o mercado já vinha especulando sobre uma possível associação com a Microsoft para o mercado de smartphones. Em artigo publicado pelo IDG Now!, Katherine Noyes, da Computerworld/EUA chega a perguntar se dois fracassos poderiam resultar em um sucesso, em alusão ao fato de a Microsoft, com seus sistemas móveis, também ter perdido mercado, rapidamente, diante da chegada do Blackberry, do iPhone e dos celulares Android.
Sobre o acordo com a Microsoft, Elop foi curto e direto: “A Nokia está em um momento crítico, onde a mudança significativa é necessária e inevitável no nosso caminho para frente.”
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