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No corporativo, RIM ressalta oferta de valor e novas aplicações

Enquanto avança para ganhar a preferência dos consumidores finais, a partir da nova geração de smartphones Black Berry 7, recém-lançados no País, a Research in Motion (RIM) conta com seus parceiros de venda e desenvolvedores para levar ao seu mercado mais fiel, o empresarial, uma solução que combine hardware, software e serviços. “O dispositivo é apenas parte do portfólio da RIM, e que nem é a principal, nesse caso. Existe todo o valor agregado em cima da plataforma”, comenta Bruno Bakaukas, gerente de contas corporativas para o canal revenda.

Segundo a fabricante, 250 mil empresas em todo o mundo utilizam a solução BlackBerry Enterprise Server, além sua versão Express – lançada mundialmente em março de 2010 -, gratuita e voltada a empresas que utilizam o Microsoft Exchange ou o IBM Lotus Notes. O executivo, porém, não abre números locais, apenas comenta que as iniciativas voltadas à automação de força de vendas e de campo são as mais disseminadas, atualmente. Por outro lado, aplicações como sistemas de geolocalização e de realidade aumentada são possibilidades já trabalhadas.

Caso de sucesso apresentado no BlackBerry Collaboration Forum, nesta semana, em São Paulo, a SMTT (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito) de Aracajú implementou, há cerca de um ano, um sistema de autuação digital. Foi a primeira cidade do País a homologar esse tipo de solução, que permite consultar a situação do veículo e do condutor, identifica irregularidades e, então, a multa é enviada ao banco de dados do órgão em questão de segundos.

Antes da implementação da solução, 30% a 40% das multas eram invalidadas em decorrência de atrasos de envio, expiração do prazo de lançamento da infração, rasuras e erros de enquadramento. Com a automatização do sistema de autuação, o número de multas ao mês passou de 2 mil para 6 mil, e o prazo de envio das multas, antes em média de 30 dias, caiu para menos de uma semana.

A abordagem ao cliente final corporativo da RIM é feita por uma rede de revendedores e desenvolvedores parceiros – segundo Bakaukas, na casa de dezenas, no País. O programa de revendas de valor agregado (VAR) da fabricante foi inaugurado no final do ano passado e envolve, também, desenvolvedores que manifestaram interesse em se tornarem revendedores. “Há uma sinergia bastante grande entre os dois programas, com empresas que participam de ambos”, diz o executivo.

 

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