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Niantic fornecerá plataforma do Pokémon Go para uso por empresas

A empresa por trás do Pokémon Go, a Niantic Labs, pretende tornar sua tecnologia de Realidade Aumentada (RA) disponível a programadores no final de 2018. Após a aquisição da Escher Reality, a Niantic quer concentrar-se na produção de experiências para múltiplos utilizadores, à escala mundial, em vários tipos de plataforma.

Um dos objectivos é licenciar a plataforma de aplicações que alimenta o Pokemon Go para empresas possam usá-la na criação de personagens e experiências com realidade aumentada.

“É nossa intenção tornar a nossa tecnologia de RA multiplataforma disponível mais amplamente para os programadores no final deste ano”, escreveu o CEO da Niantic, John Hanke, num blogue. “Fiquem atentos para obter mais informações sobre a disponibilidade para programadores”.

O objetivo é criar e consolidar tecnologias para videojogos em dispositivos e suportem a interacção de jogadores, em RA. Como parte da aquisição, a Escher Reality integrará o seu trabalho de mapeamento e tecnologia de visão de computador nos conteúdos da Niantic e na sua própria plataforma de RA.

“A visão de longo prazo é ajudar a levar experiências de RA partilhadas e persistentes a milhões de pessoas em todo o mundo e continuar a concretizar o impacto da RA no futuro”, escrevem o director-geral e o CTO da Escher, Ross Finman e Diana Hu, respectivamente.

Um dos recursos diferenciadores da Escher é a RA “persistente” em que a localização de objectos virtuais em relação ao mundo real é lembrada e várias pessoas podem interagir com o mesmo objeto simultaneamente.

A Escher trabalha em tecnologia de RA muito antes de o Pokémon Go ter sido um sucesso global em 2016. Começou no MIT  e cresceu com o apoio de investidores, incluindo a Autodesk. Agora a empresa dedica-se a criar um conjunto de ferramentas para programadores de RA que funciona em dispositivos móveis, especificamente para experiências multiplataforma e com múltiplos usuários ao mesmo tempo.

O conjunto de ferramentas diferencia-se do ARKit, da Apple e do ARCore, da Google, que não oferecem esses recursos. A Niantic diz que a sua plataforma de jogos inclui um mecanismo expansível para interacções partilhadas e recorrentes, comprovadamente capaz de suportar “centenas de milhões de usuários”. Mas a experiência de nicho da Escher em ambientes com vários utilizadores ajudará a reforçar qualquer tecnologia existente.

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