Ney Santos fala sobre desafio de transformar dados em conhecimento

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6:11 pm - 29 de março de 2012

É possível imaginar como fazer a gestão da informação acontecer em um grupo que detém diversas marcas e unidades espalhadas por todo o País? Essa é a realidade com a qual Ney Santos, CIO do grupo Pão de Açúcar, se depara diariamente. Seus projetos e realizações em busca de um estado de harmonia e perfeição fez com que o executivo fosse convidado a retornar à empresa após três anos afastado. Santos havia permanecido oito anos no grupo em sua primeira fase e há pouco mais de 18 meses voltou a contribuir com a excelência de seu trabalho.

Com uma definição clara de que informação é um ativo nas organizações, até por ser a base na tomada de decisões, o executivo se esforça ao máximo para ter uma forte estrutura de governança, que, para ele, nada mais é que expor com clareza qual informação está disponível e para quem, com qual qualidade e nível de segurança.

?Fazer a gestão da informação acontecer é fazer com que a informação esteja disponível para as pessoas tomarem decisões. Esse é o verdadeiro mapa de indicações para atender as diferentes necessidades de cada colaborador.?

Responsável por uma equipe interna de 100 pessoas, Santos tem como desafio transformar conhecimento em ação e garantir que o conhecimento gerado supra a necessidade dos executivos para tomada de decisões. Com centenas de milhares de dados, saber o que está sendo vendido, quais produtos e em quais regiões é questão de ordem do dia.

Por isso, Santos aposta na consolidação desse mapa econômico social de informação. ?São milhões de cupons de vendas, com milhões de consumidores, milhares de produtos sendo comercializados e transformar isso em informação precisa para tomada de decisão tem dimensão de complexidade tecnológica em função do volume e qualidade da informação e segurança.?

Diante deste cenário, o desafio de negócio é, de fato, definir claramente por meio desse volume de registros quais são as informações relevantes para cada público. Assim, a estratégia da gestão de Santos é utilizar cada vez mais ferramentas intuitivas e robustas para lidar com grandes volumes de dados, como soluções de business intelligence (BI).

Ao deixar de lado a parte técnica, o executivo aposta no incentivo para que a área viva o negócio junto com o negócio, que não seja uma área distante. ?Ter governança, estar próximo do negócio e vive-lo é de fato o que mais permite se criar indicadores corretos. É preciso estar por perto para poder conhecê-los?, avalia.

Nenhuma política específica para o gerenciamento da informação foi desenvolvida para que o processo aconteça com sucesso. O grupo Pão de Açúcar trabalha há anos com a questão de BI e com um núcleo de centro de informação e, por isso, não considera a possibilidade de políticas próprias. Para o executivo esse é apenas um processo de evolução continua. ?Já saímos da fase de fazer gestão de dados e, hoje, trabalhamos
com grande parte da companhia gerida por indicadores.?

Ao longo de 2011 e início de 2012 Santos tem trabalhado a evolução desse processo por indicadores para ter uma gestão por alertas. De acordo com ele, a ferramenta conversa com a pessoa por meio de um dispositivo móvel sempre que há um desvio de informação.

Futuro do Varejo
Desde 2011, Santos trabalha no programa Futuro do Varejo. A equipe de TI tem que planejar onde a companhia precisa estar nos próximos cinco anos. No ano passado, grande parte desse projeto foi usada para colaborar com o módulo de abastecimento do grupo Pão de Açúcar.

Quando se fala em abastecimento em uma organização deste porte, há muito o que temer, mas Santos tem confiança no trabalho de sua gestão, ao definir a quantidade certa de produtos por loja através de uma ferramenta, que projeta um ano de venda pra frente e permite, então, uma projeção da venda para o ano inteiro.

?Negocia-se com uma projeção baseada no histórico de dois anos e ao fazer pedido de reposição olha-se o algoritmo estatístico que permite o número exato de cada produto para cada loja. Isso significa solicitar a quantidade ideal para atender a demanda.?

Como ficou a categoria:
1º Ney Santos, Cia. Brasileira de Distribuição
2º Afonso Caetano, J. Macêdo
3º Alysson Henriques das Marcenes, Construtora Aterpa

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