Segundo Emilio Munaro, country manager da empresa no Brasil, há cerca de dois anos a fabricante começou a traçar esse modelo de negócios, impulsionada pelas mudanças na forma de ataques, que afetam a rede como um todo.E para proteger seus clientes, promoveu uma série de aquisições,finalizando esse ano com a compra da Intruvent e da Entercept, que deram origem aos novos sistemas de detecção, parte importante da Protection-In-Depth.
“O McAffe Entercept, baseado em host, e o McAffe Intercept, desenhado em redes, ambos de IPS, foram integrados às nossas soluções já existentes”, explica. Junto com as ferramentas de anti-spam e filtro de conteúdo e antivírus, as duas ferramentas dão sustentação a essa nova estratégia, assegurando todos os níveis da rede do cliente. Além disso, Munaro diz que isso traz o equilíbrio buscado por muitas corporações entre orçamento, disponibilidade e segurança.
Outra vantagem destacada refere-se aos patches de sistemas, anunciados em grande quantidade pela Microsoft. “Quando uma empresa protege sua rede de maneira preventiva, analisando o tráfego e bloqueando as ameaças, ela está segura mesmo que seu sistema não esteja totalmente atualizado, pois o IPS consegue fazer uma análise comportamental”, acrescenta Emilio Munaro. Com foco em grandes empresas, apesar da solução poder ser adotada por organizações de qualquer tamanho, o executivo acredita que essa estratégia será responsável por um crescimento de 15% a 20% no faturamento da linha de produtos no Brasil.
Além disso, com a Protection-In-Depth a subsidiária pretende aumentar o número de VARs (Vallue Added Resellers) em das 35 existentes hoje, para 45 ou 47 até a metade de 2004. Como próximas iniciativas, a Network Associates espera melhorar duas área específicas: a de filtro de conteúdo e a de gerenciamento único que envolve todos seus pilares. Ryan McGee, diretor de marketing e produtos da McAfee conta que a empresa deve anunciar novas tecnologias para o combate ao spam e ao uso de Web ou e-mails improdutivos. E a convergência deve facilitar a administração de seus produtos, onde a meta é lançar um único console com diversas funções de segurança.
A Network Associates fechou o ano de 2002 com um faturamento de US$ 941,9 milhões e espera, para esse ano, manter a média ou até mesmo chegar a marca dos US$ 1 bilhão, mesmo com um primeiro semestre difícil. Munaro conclui que no Brasil, após seis meses complicados, a empresa conseguiu um crescimento de 17% no terceiro trimestre, em relação ao segundo, e de 35% comparado com o mesmo período no ano passado. Isso, devido principalmente a retomada de investimentos e negócios com o governo.
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