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Inteligência Artificial e o capital humano

Para que os resultados ligados à tecnologia sejam sentidos internamente, é necessário ter plena convicção de que os valores humanos estão alinhados co

Por  Mauro Inagaki*

16:30 - 18 de novembro de 2020
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Hoje, o sentimento majoritário no campo empresarial do país é de uma entrada forçada à era tecnológica. Com problemas complexos e externos ao poder de escolha do gestor, a tecnologia surgiu como uma aliada processual indispensável, na medida em que se mostra extremamente eficaz em termos de otimização de procedimentos e estímulo à produtividade das pessoas, grandes protagonistas de qualquer organização.

Para o futuro, movimentações no sentido de inovação, reinvenção e redefinição de métodos sujeitos a mudanças que fogem do escopo dos profissionais, são elementos que devem fazer parte dos planejamentos estratégicos de quem busca acompanhar a transformação digital de modo assertivo e seguro.

Os últimos meses foram verdadeiros catalisadores para a transição de empresas ainda entregues à realidade manual, na medida em que a necessidade de inovar nunca foi tão contundente. Novos desafios cada vez mais disruptivos exigem um alto nível de adaptabilidade por parte das figuras de liderança, responsáveis pela tomada de decisões que poderão facilitar essa implementação tecnológica e garantir que os efeitos sejam de fato positivos.

Personalização é caminho inadiável

Com a digitalização dos principais canais encarregados de estabelecer essa ponte entre empresa e consumidor, é muito fácil depositar todas as expectativas na presença da máquina e abdicar de uma abordagem fundamentalmente humana.

Além de prejudiciais, iniciativas do tipo contribuem o distanciamento de ambas as partes, dificultando a criação de vínculos frutíferos e rentáveis. Com tantas informações e possibilidades, destacam-se os que apostam na individualização de estratégias comerciais.

Assim como os processos, as pessoas também estão em constante evolução. Acompanhar novas demandas é o ponto de partida ideal para que a experiência oferecida ao usuário se mostre marcante e enriquecedora. Uma jornada digital não é sinônimo de contato automatizado ou robotizado, sem a participação preponderante dos colaboradores. Uma comunidade virtual precisa, sem dúvida alguma, ser orientada a práticas personalizadas e interativas.

O futuro está na flexibilidade

Em outros tempos, abordar a abrangência da Inteligência Artificial sobre o cotidiano operacional seria um desafio praticamente impossível de ser conquistado, afinal, pensamentos equivocados eram costumeiros quanto à real utilidade da máquina no ambiente de trabalho. Felizmente, o tema tem sido desmistificado de forma gradual, na medida em que o fator humano tem se beneficiado do uso de ferramentas inovadoras.

Com a coexistência entre o profissional e a IA bem consolidada no âmbito interno, torna-se possível imaginar soluções e ideias voltadas para a construção de uma cultura corporativa mais flexível e mutável. As pessoas precisam aderir a mentalidade de que firmar uma parceria com o elemento tecnológico não é um objetivo inalcançável.

Referencial analítico para melhores decisões

Quando se discute a significância da Inteligência Artificial para o quadro empresarial, é comum centralizar as atenções na automatização de processos e a simplificação de braços operacionais importantes. Claro, estas são características cruciais e que justificam o investimento em plataformas de automação, mas a relevância do assunto para por aí.

A IA assume a responsabilidade de unificar fontes de dados e separar o que pode ou não ser aproveitado no aspecto analítico. Isto é, a máquina reúne informações valiosas sobre o comportamento dos usuários, movimentos do mercado e métodos mais adequados para se introduzir internamente.

Como o capital humano responde às vantagens citadas? É necessário insistir em um DNA suportado pela inovação. As pessoas são as maiores encarregadas de analisar e dar direcionamento aos materiais produzidos pela IA, sempre sob o plano de fundo da valorização do profissional por meio da tomada de decisão.

Em linhas gerais, o intuito do robô não é de reproduzir a subjetividade e o caráter intuitivo ligado à mente humana, mas de oferecer, através de soluções conciliadoras, o que há de mais interessante no que diz respeito à transformação digital e seu impacto mercadológico.

*Mauro Inagaki é Founder e CEO na b2finance.

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