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Brasil é referência global em batalhas de robôs

Batalha de robôs na Campus Party Imagem: Divulgação / Felipe Cesar

A Campus Party é um cenário conhecido dos amantes de tecnologia e palco de uma das maiores batalhas de robôs do Brasil. E eu fui conferir de perto o trabalho das equipes que, entre dezenas de mesas e times, se dedicaram a quatro dias de competição.

O professor Marco Antônio Meggiolaro, coordenador da Equipe RioBotz, é um dos expoentes da prática no Brasil e formou a equipe da PUC-Rio ainda em 2003, além de ser autor do livro “RioBotz Combat Robot Tutorial”.

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Ele conta que, no Brasil a maior parte dos times são de universidades, enquanto nos Estados Unidos (país em que a RioBotz também compete) são de empresas – principalmente pelo fato de terem competições televisionadas, o que aumenta a visibilidade das companhias.

A equipe carioca, inclusive, já participou dessas competições e, mesmo com o reconhecimento de pódios, não é “famosa” no Brasil. “Às vezes, andamos na rua nos Estados Unidos e somos reconhecidos, mas no Brasil não. A divulgação aqui é mais limitada e em nicho”, diz o coordenador.

Leia também: Robôs humanoides e humanos: como se desenhará essa relação?

Ele resume como acontece a competição: no primeiro dia, há a inspeção estática dos robôs, no qual os árbitros veem se o robô tem proteção, se os fios estão encapados. Entre outros. E depois há a inspeção dinâmica, para se assegurar que o robô, ao ser desligado, realmente para de lutar.

“Nas mesas nós montamos os robôs, fazemos os reparos e usamos as peças reservas quando necessário, porque tem destruição. Por mais que ele seja resistente, é inevitável que aconteça. São diversas categorias e nós participamos de todas as categorias, desde 150 gramas até 17 quilos”, revela ele.

Mas, além da batalha de robôs, Meggiolaro conta que o aprendizado em robótica é substancial para a vida profissional dos alunos. “Nós conseguimos reunir, na engenharia, diversas áreas. Temos as competições de combate que precisam de engenharia mecânica, de materiais e metalúrgica. Mas também temos os robôs autônomos, que estimulam os alunos de engenharia de computação, fora os engenheiros elétricos, necessários para todas as categorias. São alunos muito preparados no mercado.”

Ademais, muitos dos alunos, depois que se formam, abrem suas próprias empresas e desenvolvem robôs com os aprendizados que tiveram nas equipes. “Eles têm acesso às últimas tecnologias, porque as competições são acirradas e é preciso usar o que tem de melhor no mercado.”

Esse é o caso da AGVs, empresa brasileira especializada em veículos autônomos. Uma das únicas companhias com equipes na competição da Campus Party. Wagner Prestes, competidor da AGVs Combate e coordenador de Desenvolvimento de Produtos, conta que a AGVs foi fundada pelo mesmo criador da equipe que ele frequentava na faculdade, a PUC-RS.

“Com a equipe universitária conseguimos fazer um projeto no qual fomos campeões nacionais. Como meu chefe estava lá, ele sabia que aqueles que participam do combate têm uma extra, não é só a teoria. Quem participa de combates tem conhecimentos de programação, eletrônica e mecânica”, comemora ele.

Ele contextualiza dizendo que as equipes universitárias têm mais pessoas envolvidas, com grandes equipes e trabalhados “bem separados”. Tem uma pessoa só para trabalhar com mecânica, outra com elétrica etc.

Já nas empresas, as equipes são mais enxutas e os membros da equipe são multidisciplinares. Cada um faz o seu próprio robô, pilota, ajusta e é responsável por cada detalhe.

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Published by
Laura Martins
Tags: AGVs Robotbatalha de robôsCampus PartyRioBotz
2 anos ago

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