Não é necessário ser uma startup para ser inovador

Facebook, Uber, Airbnb. Esses são exemplos clássicos de empresas que quebraram paradigmas em seus mercados, aproveitando o máximo potencial do digital. Mas e quando falamos de organizações centenárias, é possível inovar? Para Esteban Herrera, sócio e líder de negócio da ISG América Latina, a resposta é sim.

“Não é necessário ser novo para ser inovador”, sentenciou em apresentação no IT Forum Latam, que acontece nesta semana em Miami (EUA). Herrera comentou alguns casos de sucesso. Um deles é a Western Union, multinacional que oferece serviços financeiros e de comunicação. Nascida em 1851, a empresa, com sede em Denver, no Colorado, fechou 2016 com receita de quase US$ 6 bilhões, consagrando-se como líder do mercado de pagamentos de pessoas para pessoas.

Outro é a Pitney Bowes. Fundada em 1920, atua no segmento de e-commerce. Com receita em 2016 de US$ 3,4 bilhões, a companhia registra crescimento acelerado de sua estratégia digital e para comandar a unidade contratou recentemente experiente profissional do mercado de consultoria.

Contudo, embora a inovação esteja na agenda das empresas, na América Latina, segundo o estudo Antes da TI, a Estratégia, conduzido pela IT Mídia e apresentado pela ISG no evento, a maioria das empresas se vê como seguidora no quesito. Para chegar a essa conclusão, o levantamento ouviu 82 CIOs de cinco países (Colômbia, México, Argentina, Chile e Peru). “Por outro lado, há um aumento na participação da TI em inovação. Hoje, 36,2% dos executivos relatam participar ativamente do processo”, observou o especialista.

Para que possam inovam, alertou Herrera, executivos de TI e suas equipes precisam ser mais estratégicos, não só se conectando mais aos negócios, como também demandando o uso agressivo de terceiros. O sócio e líder de negócio da ISG América Latina indiciou que 42% dos CIOs respondentes do Antes da TI, a Estratégia estão de olho nisso e pensam em aumentar o uso da terceirização e 15,9% querem renegociar o contrato atual.

Esse quadro, segundo Herrera, está em linha com o desejo de os líderes de TI de desenvolver com êxito projetos complexos que tenham impacto aos negócios (61,8%) e posicionar a TI como estratégica para os negócios, indicado por 52,9% dos respondentes do estudo.

Atualmente, de acordo com o Antes da TI, a Estratégia, 42,4% do orçamento de TI na América Latina é direcionado para infraestrutura. Enquanto que 31,4% vai para pessoal e 26,3% para inovação. “Se os executivos querem investir em inovação, não se pode voltar quase metade do budget para manter as luzes acessas”, alertou ele.

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