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Empresas priorizam novas tecnologias em detrimento da segurança

Em função da pressa por adotar novas tecnologias como mídias sociais e computação em nuvem, empresas globais deixam a segurança em segundo plano. Essa é a conclusão do 14º Global Information Security Survey, estudo anual realizado pela Ernst & Young.

A pesquisa, realizada com 1,7 mil organizações ao redor do mundo, apontou que embora 72% dos entrevistados sintam-se inseguros frente às crescentes ameaças, apenas um terço atualizou a estratégia de segurança de informação nos últimos 12 meses.

Atualmente 80% das companhias consideram usar ou já utilizam tablets, no caso de serviços de nuvem esse índice é de 61% . Assim, frente às ameaças de violação e a pressa para atualizar os ambientes de TI, a segurança ficou em segundo plano. Em comunicado, Alberto Fávero, sócio de consultoria da Ernst & Young, avalia que as empresas estão procurando meios de lidar com o dilema. Parao especialista, o foco deve deixar de ser correções de curto prazo e passar a ser uma abordagem mais integrada com objetivos estratégicos corporativos de longo prazo.

Das empresas entrevistadas, 59% planejam aumentar orçamento com segurança de informação no próximo ano, mas apenas 51% possuem estratégia documentada.

Quanto à adoção de tablets e smartphones, metade dos entrevistados afirmou ser um desafio difícil. E para mitigar os riscos, as empresas acreditam que é preciso programas de conscientização e ajuste de políticas das corporações. No entanto, a adoção de técnicas e softwares de segurança ainda é baixa. Sistemas de criptografia para proteção, por exemplo, são utilizados por 47% das organizações.

No caso da computação em nuvem, muitas organizações não entendem os riscos e as implicações que ela traz. Dos entrevistados, 48% disseram que cloud é um risco difícil ou muito difícil de lidar, no entanto, mais da metade disse não ter implantado qualquer controle para mitigar os riscos.

Ainda segundo o estudo, 72% consideram que ataques externos vindos de mídias sociais são os principais riscos. E, dos entrevistados, 53% responderam combater esses ataques bloqueando os sites sociais.

Ao mensurar o momento da segurança nas empresas, apenas 49% dos participantes acreditam que o nível está adequado às necessidades das companhias e 12% costumam abordar essas questões em reuniões de conselho.

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