Mulheres empreendedoras: maioria está nos estágios iniciais da empresa

Estudo feito pela Serasa Experian em razão do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março (quinta-feira), aponta que 37% das companhias com sócias do sexo feminino estão “No Começo”, ou seja, são empresas com menos de cinco anos, e predominância de dois anos de idade, entre Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas, Pequenas e Médias Empresas.

De acordo com o levantamento, as sócias, em sua maioria, são jovens adultas com idade de 26 a 45 anos, a maior parte pertencente às classes sociais C e D.

O estudo leva em conta a segmentação Mosaic Business, criada pela Serasa Experian e lançada em outubro do ano passado, e que analisa os 17 milhões de empresas ativas do País, levando em conta mais de 150 variáveis, como a natureza jurídica, o desempenho, o setor, a quantidade de empregados, entre outras informações.

Segundo levantamento feito pela Serasa Experian com dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2014 a 2017, a participação das mulheres empreendedoras (empregadoras ou que trabalham por conta própria) passou de 21,7% para 24,3% do total das mulheres que trabalham – aumento de 2,6 pontos percentuais. Este aumento foi maior que o dos homens (1,4 pontos percentuais), que passaram de 36,5% para 37,9% dentre os homens que trabalham.

O segmento “Começo Equilibrado” é o de maior concentração entre as empresas das mulheres, e são MEIs que sinalizam um começo cauteloso por meio de suas transações e atividades de mercado moderadas, bem como indicadores financeiros saudáveis. Em seguida, vemos os “Jovens empreendedores em Ascensão”, que indicam MEIs com ótima situação de crédito e indicadores financeiros mostrando crescimento.

O segmento “Começando com Cautela”, também do grupo “No Começo”, é formado por MEIs do setor de comércio e serviços, apresentando baixa operacionalidade no mercado, e indicando um começo cauteloso sem muita operação de fato, ainda.

“Na Luta” e no “Bom Caminho”

Após o grupo “No Começo”, que é o predominante, há concentração de 28% das empresas no grupo “Na Luta”, que é composto por negócios que apresentam alguma dificuldade financeira, que pode ser uma fase, ou uma situação mais prolongada. Essas empresas têm, predominantemente, acima de inco anos e um risco de crédito médio ou alto. Em termos de porte, a maioria é Microempreendedor Individual (MEI) e Microempresa (ME).

Em terceiro lugar, o estudo Mosaic Empresas mostra que 12% dessas empresas com sócias mulheres estão no “Bom Caminho”, com indicadores financeiros positivos e confortáveis e com mais tempo de existência (acima de dez anos).

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