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Mudança de patamar de competitividade nacional depende da sociedade e não só do governo

Divulgado recentemente, o Índice de Competitividade Mundial 2016 (World Competitiveness Yearbook – WCY), do International Institute for Management Development (IMD) e da Fundação Dom Cabral (FDC), apontou que o Brasil perde, gradativamente, competitividade no cenário internacional. O País, que registra sua sexta queda consecutiva, ocupa agora a 57ª colocação no ranking geral, descendo uma posição em relação a 2015. A lista conta com 138 países e avalia cerca de 300 variáveis. Neste ano, o Brasil está à frente apenas da Croácia, Ucrânia, Mongólia e Venezuela.

O que falta para o Brasil voltar a crescer no ranking e chegar ao topo? Ao falar na abertura do IT Forum Expo, que acontece nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo, o professor da FDC, Carlos Arruda afirmou que o fator fundamental é a atitude das pessoas. Para ele, se acreditamos que somos capazes de fazer um mundo melhor, é possível chegar lá.

“As notícias por aqui não são boas. O Brasil perdeu nos últimos anos 33 posições e está em processo acelerado de redução de competitividade. Trata-se de um estado de emergência que precisamos nos unir para mudar”, destacou, apontando que as primeiras dez colocações se mantém firmes e fortes, com lideranças da Suíça, Singapura e Estados Unidos.

Segundo ele, dos pilares avaliados, o Brasil está muito atrás em quesitos como regulamentação, cenário macroeconômico e questões tributárias. O ponto forte do País, no entanto, apontou, está na grande capacidade de investimento e sua dimensão.

O que acontece, assinalou, é que o Brasil não superou deficiências competitivas do século 20 e agora precisa encarar de frente desafios do século 21. “Essa não é uma agenda de governo apenas e, sim, da sociedade. Precisamos juntos construir uma agenda de estratégia de competitividade”, alertou, completando que essa é uma corrida contra a nação e mais 178 competidores que fazem parte da lista.

O cenário nacional é ainda pior se incorporado o tema digital, garantiu. O digital é uma ameaça no momento, acredita, visto que o Brasil está comprometido com o passado. Outro item que interfere no índice de competitividade é a capacidade de inovar, que, hoje, considerou Arruda, é limitada. “Um país mais competitivo suporta capacitação de pessoas, gera inovação e transforma boa parte desse conhecimento em inovação de negócios, gerando valor para a sociedade”, afirmou.

Para ele, o primeiro passo para mudar não é ensinar nas escolas conteúdos. Afinal, com a internet eles estão por toda parte. O que é preciso, agora, é ensinar atitude. “Se não tiver capacidade de análise, não vamos ter como aproveitar tudo. Precisamos colocar nossa agenda no século 21, criar no País não somente adoção tecnológica, mas transformação tecnológica”, finalizou.

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