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Modelo bimodal talvez não seja a melhor resposta, acredita Forrester

CIOs que praticam o modelo bimodal estão cometendo um erro estratégico. Eles dividem o foco do seu departamento de TI e tiram os olhos da meta crucial de conquista de novos negócios na era digital. Isso porque a criação de um sistema duplo, em que as empresas constroem lentamente a estabilidade dos sistemas de back-office, enquanto lançam rapidamente produtos digitais não suporta mais as demanadas dos negócios e os processos e mudanças organizacionais necessárias para aumentar a experiência do cliente, diz a Forrester Research.

“[A TI Bimodal] trabalha contra os princípios fundamentais da obsessão no cliente”, diz Sharyn Leaver, analista da Forrester. “[Tecnologia de negócios voltada para o cliente] precisa de unanimidade para ser implantada em cada organização. O modelo Bimodal faz o oposto. Cria duas organizações diferentes que operam de maneiras muito diferentes e têm objetivos diferentes. ” As empresas devem trabalhar para colocar os clientes no centro de sua estratégia de tecnologia, rapidamente” , diz Leaver.

Bimodal é apenas uma moda Band-Aid 

Atingir este novo foco centrado no cliente não é tarefa fácil. As tecnologias digitais têm CIOs e CEOs lutando para se diferenciar dos concorrentes e atender as expectativas e preferências dos clientes para saber como eles interagem com marcas corporativas. As empresas reconhecem que a entrega de TI tradicional, realizada em estágios, não favorece à cultura da inovação.

O modelo Bimodal pode ser um Band-Aid para ajudar as empresas a derrubar a letargia associada a sistemas de TI, rigorosamente documentados e monolíticos. Mas também pode criar uma separação incômoda entre os grupos de TI competindo por financiamento, recursos, habilidades e, o mais importante, a atenção das áreas de negócio, diz o analista da Forrester John McCarthy, que entrevistou executivos da General Electric, Hewlett Packard Enterprise e UBS para o relatório “A falsa promessa da TI Bimodal“.

McCarthy diz que o modelo bimodal isola funções de negócios, relegando as responsabilidades de gestão da mudança apenas para a TI. Em vez disso, os grupos de desenvolvimento de produtos, comércio eletrônico e experiência do cliente aumentam as suas competências e metodologias de gestão de produtos e de carteiras na era digital. “Sem esses investimentos em competências empresariais, o modelo bimodal tende a só vai aumentar o fosso entre o CIO e as áreas de negócio”, diz McCarthy.

Algumas empresas reconhecem isso e se reestruturaram para a era digital.

Empresas experientes digitalmente evitam a TI Bimodal

Em 2015, a General Electric abandonou o modelo bimodal e uniu seus grupos digitais sob a GE Digital, liderada pelo diretor digital e de TI Bill Ruh. Na opinião dele, o modelo Bimotal estigmatiza o grupo encarregado dos sistemas de back-office, mais lento do que o grupo encarregado da construção de tecnologias digitais. Os funcionários acabam não querendo trabalhar no Modo 1 por causa da percepção de que não são inovadores. Isso cria uma cultura perigosa que pode levar a arquiteturas concorrentes.

“Para ser uma empresa digital, você tem que dominar os dois modelos simultaneamente, e fazer com que  todos trabalhem juntos”, diz Ruh. “Descobrimos que era a única maneira de chegar na arquitetura do futuro é reunir toda a capacidade digital sob um único grupo”

Na opinião de McCarthy, os CIOs precisam de uma estratégia de tecnologia de negócios que faça as alterações necessárias para conduzir simplicidade. Essa estratégia deve ser conduzida a partir do topo, com o CEO e o conselho de administração aprendendo continuamente sobre as novas experiências digitais, garantindo que a TI e as equipes de negócios estejam olhando para a mesma direção.

“Em algum ponto você tem que começar a mudar a cultura de TI”, diz McCarthy. “A questão que deve ser respondida é por quanto tempo você ainda precisrá manter ois mundos (o do back-office e o da inova’ão digital) trabalhando separadamente. Fazê-los trabalhar junstos é algo realmente desafiador. Não basta criar um grupo de TI rápido. Há uma transformação fundamental em curso que suporta a transformação fundamental do negócio. “

Um objetivo no pensamento Bimodal é seguir o máximo que puder e o mais rápido que puder para o novo mundo.

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