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Mobilidade e IoT estão entre tecnologias que mais impactam empresas

Buscar tecnologias para promover o aprimoramento de processos e melhorias de serviços são pontos essenciais em uma estratégia de inovação. Quais as tecnologias que estão chamando mais a atenção de líderes da TI nos últimos tempos?

De acordo com o estudo Antes da TI, a Estratégia, que contou com a participação de 176 CIOs das 501 a 1 mil maiores empresas no Brasil, entrevistados acreditam que os conceitos que mais causarão impacto nos últimos anos são (e que precisaria aprofundar conhecimento), respectivamente: automação operacional (26,4%), mobilidade (23,3%), cloud computing, big data, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e social business.

Apesar de não estarem no topo do ranking, mobilidade e IoT foram destaques na discussão realizada com CIOs convidados que participaram do Intercâmbio de Ideias apresentado pelos especialistas Sergio Lozinsky, fundador e consultor da SLozinsky, e Reinaldo Roveri, sócio da consultoria Stratica. A discussão aconteceu durante o IT Forum+ 2016, que ocorre durante esta semana, na Praia do Forte (BA).

No Instituto Presbiteriano Mackenzie de São Paulo, por exemplo, tecnologia faz parte do aprendizado. Ou o que o CIO da organização José Augusto Brito, chamou de “sala de aula invertida”. Esse tipo de aprendizado foi disseminado nos últimos anos com os professores norte-americanos Jon Bergmann e Aaron Sams, que aplicaram o método em renomadas universidades como Duke, Stanford e Harvard – essa última, com ganhos de até 79% a mais na aprendizagem em determinadas aulas que testaram a tática em comparação com ensino tradicional. 

“A colaboração cresce cada vez mais. O modelo sai do mundo do ensino e migra para a aprendizagem colaborativa. Isso já é uma realidade”, comenta Brito, ressaltando que esse novo universo vai além do ensino tradicional exigido pelo Ministério da Educação (MEC).

Outro ponto destacado durante a apresentação foi a IoT. Roveri comenta que existem dois tipos de atuação: a IoT tradicional, na qual ocorre a introdução gradual da tecnologia. Ou seja, antes “a máquina não tinha sensor, mas agora tem. Mas [nesse caso] não há disrupção no processo de negócio, tampouco na maneira como as pessoas trabalham. É simplesmente ter um equipamento melhor que passa a prover mais dados – e aqui big data é importante”, explica.

Já a IoT disruptiva ocorre quando há projetos inovadores, os quais transformam o modelo. “É deixar de fazer da maneira antiga para fazer de uma forma nova”, observa o especialista, ressaltando que, entrevistando líderes de mercado, o consenso é de que pode demorar entre três e quatro anos para que sensores fiquem com custo relativamente barato e maduros o suficiente em se tratando de integração com dados para extrair real valor dessa tecnologia para os negócios.

Lozinsky ressalta também que o grande problema desses assuntos hoje, na opinião dele, é o profissional não ter conhecimento algum, nem que mínimo, sobre eles. “A pior coisa que pode acontecer é a diretoria perguntar: é esse assunto, o que você tem?'. Se essa pergunta acontecer, já há algo errado”, comenta o consultor. Para Lozinsky, a TI deve se antecipar. “Pode não ter soluções desenhadas, mas qualquer assunto, idealmente, o profissional já deve ter alguma iniciativa, informação, artigos”. Dessa forma, a TI pode participar como executor de todo o processo.

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