Mobilidade: 4 problemas, e 4 soluções, sobre segurança de aplicativos

Com o crescimento do mercado móvel e a explosão de aplicativos disponíveis a consumidores, surgem diversos problemas de segurança para o usuário. Durante o debate ?Aplicativos X Privacidade?, que ocorreu nesta quarta-feira (21/03) em São Paulo, comandado pelo presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) e blogueiro do IT Web, Renato Opice Blum. A conversa gerou duas lista: os quatro principais problemas e quatro soluções com segurança em aplicativos móveis.
A Pesquisa realizada pela Nielsen apontou que a comercialização desses dispositivos cresceu 179% no Brasil em 2011 em relação a 2010. Esse cenário se repete no resto do mundo e com ele aparecem cada vez mais aplicativos disponibilizados pelas lojas das fabricantes, dos sistemas operacionais e das operadoras.
Por aqui, os lideres do mercado de aplicativos é o Android, sistema operacional móvel do Google que tem 38% de participação, e o iPhone, que pertence a Apple e que representa 29%. O boom no setor se deve ao fato de as pessoas buscarem informações nos smartphones. Segundo Sérgio Cury, diretor da Express Apps, os usuários preferem utilizar aplicativos a sites móveis.
Veja os problemas:
- Alertas e promoções enviados aos usuários sem que eles aceitem a prática: as pessoas baixam o aplicativo sem saber quais dados serão coletados, quem os utilizará e se invadem a privacidade
- As empresas podem ter suas marcas utilizadas por terceiros: os conflitos de domínio na internet passaram a existir quando envolvem o domínio de apps
- A maioria das pessoas não coloca senha nos smartphones: essa prática pode se transformar em um problema de segurança de informação, já que se o aparelho é perdido o usuário pode permitir que terceiros tenham acesso à dados restritos.
- Aplicativos integrados: se um estiver inseguro irá comprometer a segurança de todos os outros.
Para resolver esses problemas, com a ajuda de Marcio Pissaro – diretor da LiveTouch, os participantes do debate elencaram algumas medidas a serem tomadas tanto pelos usuários quanto pelos órgãos regulatórios:
- Regulamentação: é necessária a criação de regras para saber quando uma prática de monitoramento de comportamento de cliente é válida ou não
- Transparência: o usuário deve saber de forma clara o que vai ser feito com seus dados. ?É necessário dar ao usuário condições de ver quais dados pessoais serão usados e o deixar decidir se quer ou não utilizar o aplicativo. É necessário dar a opção. 40 páginas de termos de uso são um exagero e impedem que ele entenda com clareza o que o app propõe?, afirmou Blum.
- Questionário: atualmente, quando o usuário aceita os termos de uso, ele concorda ? obrigatoriamente ? com tudo o que é proposto pelo aplicativo. Disponibilizar questionários para especificar quais dados podem ser usados também é uma opção
- Segurança: aumentar a segurança de seu smartphone com senhas também é uma prática aceitável para evitar problemas com aplicativos e invasões de contas por meio do seu dispositivo móvel
Durante o debate os participantes fizeram questão de deixar claro que os aplicativos são uma tendência comportamental, e não uma moda. Por isso, eles continuarão a figurar entre os dispositivos móveis e até mesmo entre notebooks e desktops. Assim, é importante tomar as medidas destacadas acima para aumentar a proteção dos usuários.
