O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Moshé Yaalon, defendeu o uso da ciberarma Flame contra o Irã na terça-feira (29/05). De acordo com as agências internacionais, Yaalon, que também é vice-primeiro-ministro do país disse que o uso do vírus é justificável “para quem acredita que a ameaça iraniana é uma ameaça significativa”.
A declaração dada rádio do exército aumentou os rumores de que o país poderia estar por trás da ação. O ministro completou e afirmou que Israel é um país líder em tecnologia e que suas ferramentas de ataque oferecem “todos os tipos de possibilidade”.
O Flame foi identificado na segunda-feira (28/05) pela Kaspersky Lab. De acordo com a companhia, o que se sabe é que este malware é composto por vários módulos e vários megabytes de códigos executáveis – o que o faz cerca de 20 vezes maior do que o Stuxnet.
Detectado como Worm.Win32.Flame, ele foi projetado para realizar espionagem virtual e pode roubar informações valiosas, como conteúdos de um computador, informações em sistemas específicos, arquivos armazenados, dados de contatos, até mesmo conversas em áudio. Além disso, ele pode apagar todos os arquivos do computador da vítima.
Criado para Windows e com o código brasileiro Lua, o vírus está ativo há dois anos e já atacou 189 máquinas apenas no Irã. Outros países do Oriente Médio também foram vítimas do Flame.
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