Entre abril e junho de 2010, a Microsoft limpou mais de 6,5 milhões de computadores com infecções por botnet em todo o mundo — o dobro comparado ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela companhia nesta semana.
“Há anos sabemos que existe um mercado negro online e que os especialistas em crimes cibernéticos fazem trocas entre si”, disse, em comunicado, Adrienne Hall, diretora geral da Microsoft Trustworthy Computing. “O SIRv9 mostra que, em muitos casos, alguns tipos de malware são usados com botnets específicos para propagar diferentes formas de crime cibernético”, continuou.
O levantamento também mostrou variações geográficas do problema com botnets. Nos primeiros seis meses de 2010, os Estados Unidos tiveram o maior número de infecções (2,2 milhões), seguido pelo Brasil (550 mil). Na Europa, a Espanha teve o maior número de ocorrências (382 mil), seguida pela França, Reino Unido e Alemanha.
Com relação à maior proporção, a Coreia do Sul teve a maior incidência (14,6 para mil computadores) seguida pela Espanha (12,4) e México (11,4).
Rimecud foi considerado o botnet mais atuante no mundo, com infecções atingindo até 860% nos últimos três meses de 2009. Em segundo lugar, com 70% menos de infecções, está o botnet Alureon.
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