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Michel Dell: “nossa energia está 100% voltada ao cliente”

Quando a Dell anunciou que fecharia o capital muita gente criticou a decisão e chamou de loucura tal manobra. Outros diziam que, certamente, todo aquele movimento deveria ter uma estratégia que resultaria na venda da companhia. Mas o fato é que passados 12 meses desde o fechamento do capital, a companhia tem colecionado bons resultados e crescido em mercados desafiadores como o de PCs. 

O clima da empresa é dos melhores e isso se comprova até com premiações como Great Place to Work (GPTW) – no ranking brasileiro das empresas de TI a Dell figura entre as melhores. Com isso posto, o humor do CEO, Michael Dell, não poderia ser melhor. “A parte boa do fechamento é que 100% de nossa energia está voltada para nossos clientes e não para trimestres”, afirmou, ao falar para cerca de 200 jornalistas em conferência durante o Dell World, evento da companhia para clientes e parceiros que acontece em Austin (EUA).

Não é a primeira vez que Dell fala do mercado financeiro com certo ressentimento, para ele, as metas amplamente agressivas e a pressão por novidades o tempo todo, sem respeitar o tempo de maturação de algumas tecnologias, prejudicam as empresas de maneira geral. Isso não significa, no entanto, que não haja metas ou que a fabricante não persiga a inovação, mas sem a forte pressão de Wall Street, o foco muda e as coisas acontecem mais naturalmente. “A beleza disso é a liberdade de foco, somos das empresas que mais cresce em TI no mundo, ampliamos nossas vendas de PCs em 10%, uma das taxas mais elevadas, e ampliamos nosso share nos Estados Unidos.”

Ainda falando em crescimento – mesmo sem divulgar valores – Dell afirmou que manteve a posição em servidores na América do Norte e a segunda posição em participação no mercado de equipamentos x86 globalmente, além de aumento nos embarques de storage e crescimento de dois dígitos na unidade de software. Questionado sobre a validade dos números, umas vez que com capital fechado ele não precisa detalhar nada, ele citou diversas entidades que promovem levantamentos globais e que referendam o que ele diz, como IDC e Gartner. “Estamos crescendo e ganhando participação no mercado”, afirmou, para completar: “Muito se falou sobre a morte do PC, mas digo que temos excelentes produtos e capacidade de suporte.”

Animado com o futuro da companhia, Dell se mostrou confiante com a decisão tomada há um ano e diz que tem ouvido de diversos clientes que houve melhora na entrega da fabricante e que eles enxergam inovação no que está sendo implantado. E essa confiança é fundamental, sobretudo, para uma empresa que busca ter soluções end to end. Segurança tem sido um dos grandes focos e o executivo citou um levantamento próprio que apontou que a maioria coloca segurança como principal inibidor para investimento em nuvem, mobilidade e big data. 

A pesquisa também constatou que 70% dos CIOs ouvidos buscam por um parceiro para ajudar na transformação digital. “Muitos têm big data, mas não sabem como usar, temos que ajudá-los a fazer com que esse investimento gere o próximo bilhão de insights e os lidere nessa jornada digital”, refletiu. Para atender à essa demanda, além de trabalhar no aprimoramento das soluções de segurança, a fabricante aposta na abordagem de infraestrutura convergente, calçada em parcerias como as seladas com AWS, Microsoft, VMWare e Google, de forma que o cliente possa ter uma nuvem privada realmente eficiente e utilizar todo o potencial da nuvem pública.

*O IT Forum 365 viajou a Austin a convite da Dell

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