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Meridional melhora controle de leitos e cirurgias com sistema automatizado

O setor hospitalar é um dos segmentos que mais utilizam papéis em suas rotinas. Apesar de muitos avanços e sistemas instalados para automatizar fluxos de processos corporativos, ainda existem documentos percorrendo os departamentos e determinando a rapidez de certos procedimentos.

Quem vive há anos no setor, costuma apontar o problema cultural como impeditivo para que uma modernização ocorra e os papéis sejam trocados por sistemas digitais. Outros consideram essa situação apenas um paradigma que será quebrado cedo ou tarde ? e quem fizer isso primeiro ganha vantagens competitivas frente à concorrência.

No Hospital Meridional, de Cariacica (ES), a decisão de eliminar papéis vem sendo colocada em prática aos poucos. Um dos destaques é a implantação de painéis eletrônicos nas unidades de internação e centro cirúrgico, para monitorar informações assistenciais em tempo real. Solução semelhante foi implementada para monitorar ordens de serviço dos setores de manutenção e TI.

Antes de automatizar, a instituição cuidou para que a digitalização resultasse em benefícios. Um dos grandes problemas em projetos desse tipo é que a tecnologia costuma ampliar também erros conceituais e a resolução disso pode ser complicada se tudo não for planejado e medido.

?É preciso que os processos estejam muito bem estruturados e os usuários adaptados ao uso da ferramenta eletrônica. Muito treinamento e sistema disponível e com boa velocidade também são imprescindíveis para evitar que estes sejam obstáculos levantados pelos usuários?, comenta o presidente do hospital, Antonio Alves Benjamin Neto.

A solução garantiu que o Meridional ficasse em dia com a acreditação internacional, onquistada em julho de 2011 e, na opinião do executivo, o objetivo só foi alcançado graças à digitalização das informações.

O que geralmente se encontra nos hospitais, no que se refere aos registros de pacientes de cada unidade, são quadros nos quais a equipe escreve manualmente as informações dos pacientes. A prática é considerada normal por algumas instituições, mas pode ter como consequências erros na leitura ou, em caso de atualização do conteúdo, os procedimentos médicos e de funcionamento do hospital podem ser comprometidos.

A expectativa é que a implantação dos painéis eletrônicos no Meridional solucione estes problemas e proporcione mais transparência nas informações do paciente, além de segurança, atualização em tempo real e envolvimento de todos os usuários para que a cultura dos documentos em papel e escrita manual seja abandonada em prol da informação digitalizada.

Todo o projeto foi desenvolvido pela equipe de TI, com a contribuição da direção clínica, para definir as informações dos painéis e as fontes geradoras de conteúdo.

A visualização foi ampliada e os dados destacados abrangem a prescrição e evolução médicas, parecer de especialistas, exames laboratoriais e de imagem, pedidos de farmácia, entre outros. Os ganhos para a segurança de pacientes alérgicos foi extremamente aumentada com a atualização dos painéis a cada dois minutos, alterando a situação de cada item.

Houve também uma melhoria na gestão de leitos, já que o painel mostra em tempo real a situação de cada ocupação e disponibilidade. ?Estamos sempre procurando as melhores práticas na vanguarda da tecnologia para melhoria dos processos assistenciais e administrativos?, enfatiza Benjamin Neto.

Como resultado, os indicadores de processos do hospital começaram a apontar redução de eventos como atraso na realização de exames, possíveis reações alérgicas de pacientes e melhor eficácia na liberação e distribuição dos leitos.
Outro benefício adicional esperado é a redução de tempo de permanência com a gestão das informações pelo painel. Algo que está sendo acompanhado de perto pela coordenação do projeto.

O Meridional está avaliando uma melhoria em breve na gestão de leitos pelo painel eletrônico. Os displays trazem informações da situação (ocupado, com acompanhante, paciente de alta, em higienização, liberado, etc). A instituição está desenvolvendo uma nova solução que irá detalhar os tempos envolvidos em cada processo. Com isso, o gerenciamento e as decisões sobre o intervalo entre a alta médica e a nova ocupação do leito ficarão ainda mais dinâmicas.

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