Mercado Livre usa poder do analytics na nuvem para aprimorar resultados

Com atuação em 18 países, incluindo o Brasil, o Mercado Livre registra mais de 3,5 mil buscas por segundo e soma mais de 182 milhões de clientes. Diante desses números, é de se imaginar o volume de dados gerados por minuto na companhia. Uma montanha informacional, que é a base para gerar insights em tempo real nas áreas de negócios.

Para extrair o máximo potencial dos dados, a empresa passou a investir há alguns anos em analytics. Esse movimento, contudo, ganhou reforço recentemente quando a empresa completou a migração de seu ecossistema de data warehouse para a nuvem da Teradata, o Teradata IntelliCloud, que fornece dados e software analítico como serviço (SaaS).

Segundo explicou Adrián Quilis, gerente de Business Intelligence e Analytics do Mercado Livre, diversos desafios foram consagrados com a migração, como habilidade de crescer os negócios de forma rápida e dinâmica, além de montar uma estrutura de BI self service. “Encorajamos os usuários a gerar seus relatórios para que possamos focar nos negócios e não na tecnologia”, contou ele.

A ideia era, de fato, empoderar o usuário, para que depois da geração de relatórios eles pudessem tomar decisões de forma mais rápida. “Desenvolvemos painéis que combinam diferentes fontes de dados, como dados em tempo real e dados históricos”, detalha o executivo.

Nova era

Com o projeto, Quilis aponta que a empresa conseguiu implementar uma verdadeira cultura analítica, fazendo com que o Mercado Livre conquistasse o patamar de uma empresa movida a dados. “Dessa forma, conseguimos aprimorar a experiência do cliente, melhorando o tempo de compra e sendo mais assertivos nas recomendações de produtos”, esclarece.

Nessa nova era, o executivo relata ser possível agora servir melhor demandas de negócios, além de ter sido possível aumentar a receita da empresa, ao entender melhor o comportamento dos clientes e seus padrões de compra.

Como próximo passo, prossegue ele, o Mercado Livre trabalha para melhorar os modelos analíticos. Também atua para integrar a solução da Teradata com seu data lake, gerando análises mais profundas. “O maior benefício de estar na nuvem é ter agilidade para dar potência e recursos quando precisamos e reduzir quando não precisamos”, aponta.

*A jornalista viajou a Anaheim, na Califórnia (EUA), a convite da Teradata

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