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Mercado brasileiro de SD-WAN ainda é imaturo

Um terço das empresas brasileiras não tem nenhum conhecimento sobre SD-WAN, rede definida por software. É o que aponta estudo inédito da IDC, que pela primeira vez mapeou o mercado brasileiro sobre o tema.

A pesquisa “FutureON: Benchmark Brasileiro em SD-WAN” foi encomendada pela Hughes – provedora de serviços de comunicação via satélite e que também está apostando no mercado de SD-WAN.

Para André Loureiro, consultor da IDC Brasil, o mercado ainda esbarra na crença por parte das empresas de que SD-WAN é uma ferramenta apenas para redução de custos. “É redução de custos sim, mas também habilitador de projetos e de uma nova forma de gestão de redes”, afirmou Loureiro, durante evento promovido pela Hughes para divulgação dos resultados do estudo, nesta terça-feira (6/11).

O especialista destacou que o estudo prova que, à medida que as empresas conhecem mais sobre os benefícios de SD-WAN, passam a querer ainda mais implementar a tecnologia. “Sessenta por cento já implementaram ou pretendem implementar SD-WAN nos próximos anos”, disse.

Realizado no terceiro trimestre deste ano com influenciadores e decisores de empresas de grande porte no Brasil com mais de 20 filiais, o estudo analisou três pilares centrais: infraestrutura, gestão de redes e processos internos. A partir desses itens, a IDC mediu o nível de maturidade das empresas  brasileiras em termos de SD-WAN, em uma escala de 0 a 100. O resultado foi de 46,5. “No geral, todas estão no meio do caminho.”

Claudio Sampaio, gerente de produtos da Hughes, disse que o resultado do estudo assusta, visto que estamos falando de grandes empresas (que foi o recorte principal do levantamento). A principal aposta da companhia neste mercado é o diferencial de ser um provedor e, ao mesmo tempo, desenvolvedor, apontou o executivo.

Por que migrar para SD-WAN

Além do item redução de custos (quarto mais indicado pelos entrevistados), outros cinco itens aparecem como motivos principais para adoção da tecnologia.

O primeiro deles é “melhorar a experiência do cliente”, seguido por “aumento da segurança”. Os outros três citados são “disponibilidade das minhas filiais”, “simplificar gestão de WAN” e “diminuir dependência de operadoras”.

“A IDC acredita que as redes corporativas precisam evoluir e assim satisfazer os requisitos impostos por uma nova era de cloud”, alertou Loureiro. “Há 20 anos a gestão de rede é feita da mesma forma. Isso precisa evoluir para estar compatível aos novos requisitos de cloud.”

O que fazer?

Loureiro listou quatro recomendações para líderes de TI e telecomunicações. A primeira delas é acelerar o passo. “Se você não analisou SD-WAN, você está atrasado.”

Ainda, o consultor comentou que “gestão de redes deve fazer parte da decisão de negócios da empresa”, além de que é preciso “mudar a forma de fazer gestão de redes”. Por fim, Loureiro recomenda que empresas automatizem seus processos internos.

“É um mercado i maturo, mas que tem grande caminho para evoluir”, concluiu o especialista.

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