De acordo com Emilio Voli, vice-presidente da Value Partners, o sistema pré-pago não apresenta risco de crédito, seu percentual de fraude é baixo e há diminuição de inadimplência. Por outro lado, reduz a rentabilidade das empresas, pois sem contar as ligações a cobrar, existem operadoras em que, de cada 9 minutos de airtime, quase 8 são de chamadas recebidas (income calls) e apenas um é de chamada originada pelo usuário.
No Brasil, a operadora que tem o menor percentual de celulares pré-pagos, única abaixo dos 30%, é a Tess, com 22% dos seus 600 mil usuários optando pelo pagamento antecipado das suas ligações. Na Telesp Celular, que tem o maior número de clientes no País, cerca de 3,4 milhões, 47% dos usuários assinam o plano pré-pago. Já na Telefônica Celular e Maxitel, o índice de participação de planos pré-pagos é de 50% do total de, respectivamente, 2,3 milhões e 750 mil assinantes, respectivamente. E na Americel, 63% dos 300 mil assinantes fazem uso do pré-pago.
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