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Maioria dos brasileiros aceita compartilhamento de dados de saúde

A maioria dos brasileiros se mostra favorável ao compartilhamento de seus dados de saúde entre diferentes prestadores de serviços do setor, apontou pesquisa divulgada pela Axway, empresa de gerenciamento de APIs.

De forma semelhante ao Open Finance, o conceito de Open Health prevê o compartilhamento de dados na área da Saúde. A proposta tem movimentado autoridades e players do mercado com a promessa de mudanças nos serviços, em instituições, e abordagens na relação dos pacientes e profissionais de saúde. Segundo o levantamento da Axway, 88% dos brasileiros ouvidos são favoráveis ao Open Health.

Leia mais: ‘Nós estamos extremamente atrasados na organização de dados de saúde’

“Em um sistema de saúde aberto, com o compartilhamento de dados mediante autorização do paciente, poderíamos ter praticidades como uma pessoa ser atendida em uma unidade de saúde, mas o profissional poder acessar todo o seu histórico médico em um sistema digital. Outro exemplo seria o paciente que decide trocar de plano de saúde, poder solicitar os seus dados para fazer uma comparação mais apurada dos serviços que utiliza”, explica Claudio Maia, especialista em Open Everything da Axway.

Entretanto, apesar da promessa de praticidade, há ainda preocupação com a segurança e a privacidade. O estudo, que ouviu cerca de mil pessoas no País, apontou que 84% gostariam de ter mais controle sobre quem vê seus registros médicos. Além disso, 42% afirmaram que não acreditam que seus dados de saúde estejam protegidos contra hackers.

No Brasil foi criada em 2020 a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), considerada um marco no compartilhamento de dados do setor no País. A plataforma do Ministério da Saúde promove a troca de dados no sistema, o que permitiu iniciativas como o Conecte SUS (que armazena os dados de vacinação da população, por exemplo). A expectativa é de que a RNDS esteja estabelecida até 2028.

No Brasil foi criada em 2020 a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), considerada um marco no compartilhamento de dados do setor no País. A plataforma do Ministério da Saúde promove a troca de dados no sistema, o que permitiu iniciativas como o Conecte SUS (que armazena os dados de vacinação da população, por exemplo). A expectativa é de que a RNDS esteja estabelecida até 2028.

“A regulamentação de um sistema de compartilhamento de dados para o setor deve estabelecer padrões de segurança e consentimento. Como ocorreu com o Open Finance, o cliente – ou nesse caso, o paciente – deve permitir o compartilhamento de seus dados, podendo revogar essa concessão a qualquer momento. É importante também que eles possam visualizar claramente quais dados e com quem está sendo compartilhado”, lembra Maia.

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