Lideranças e funcionários das corporações latino-americanas parecem já ter superado quaisquer dúvidas a respeito da produtividade no novo ambiente híbrido de trabalho. 83% dos colaboradores e 77% dos líderes dizem ser tão ou mais produtivos em casa ou outro local remoto, em comparação com o trabalho no escritório. E o objetivo atual de 57% dos “chefes” da América Latina é adotar um modelo operacional diferente e que garanta a segurança dos funcionários.
É o que revela um estudo da IDC e patrocinado pela Unisys divulgado na terça (30) intitulado “Perspectivas para o ambiente de trabalho digital: em busca da equiparação entre o escritório e o ambiente digital para garantir a eficiência do trabalho híbrido”. Foram ouvidas mais de 1.100 pessoas, incluindo líderes empresariais e funcionários, em 15 países, incluindo o Brasil.
Entre os líderes latino-americanos pesquisados, mais da metade (58%) afirma que a principal motivação é criar uma experiência geral melhor para os funcionários. E 39% dos funcionários diz preferir trabalhar fora dos limites da empresa – como residências, cafeterias e escritórios compartilhados.
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Para tirar proveito, 28% das empresas da região planejam fazer investimentos para gerar crescimento e estão priorizando inovação. AI (60%), 5G (58%), IoT (51%) e plataformas de segurança modernas (50%) são as mais citadas como capazes de trazer benefícios aos ambientes de trabalho da organização nos próximos cinco anos.
Mas, naturalmente, a pesquisa também mostra que os líderes também têm opiniões diferentes da dos funcionários. Embora 52% dos funcionários latino-americanos considerem o local de trabalho e o para a vida familiar importantes, apenas 42% dos líderes de empresas latino-americanos pensam o mesmo. Para 54% dos colaboradores da região é fundamental capacitar equipes e pessoas, preocupação de apenas 43% dos líderes.
Para 59% dos funcionários latino-americanos afirmam que o acesso à tecnologia mais atualizada é fundamental para uma experiência ideal do funcionário. Proporção menor (50%) dos líderes acham que esse item é importante.
Segundo o estudo, os líderes empresariais estão mais preocupados do que os funcionários com aspectos práticos do trabalho remoto. Para 33% a dificuldade de comunicação e trabalho com os demais integrantes da equipe é preocupante, e 26% dos funcionários concordam.
Para 34% dos líderes, preocupa a falta de supervisão e visibilidade da gestão sobre o trabalho feito em casa. Apenas 13% dos funcionários concordam. E 31% dos líderes estão preocupados com as possíveis dificuldades de acesso a dados, enquanto apenas 18% dos funcionários compartilham a visão.
Soluções de conectividade e banda larga são as melhorias mais solicitadas por 44% dos colaboradores, mas o problema aparece como uma necessidade latente para apenas 34% dos líderes. Pelo menos há concordância entre funcionários (33%) e líderes (30%) quanto à necessidade de computadores mais atualizados para promover eficiência do trabalho remoto.
O estudo pode ser baixado (em inglês) nesse link.
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