Você sabia que, das 500 companhias na lista S&P, 40% deixarão de existir em um futuro próximo? A transformação digital está criando um momento crítico para as empresas. Repensar a maneira de fazer negócios e analisar as mudanças por que passam concorrentes, clientes e parceiros requer uma nova forma de gestão e liderança. Monica Herrero, CEO da Stefanini do Brasil, abordou o assunto na palestra “Líder exponencial: o propósito de mudança que transformará as grandes organizações”, realizada hoje (18/10), no palco Business Technology do IT Forum Expo 2018.
Exponencial porque o mundo hoje é exponencial: se, até um tempo atrás, as empresas discutiam, por exemplo, sobre crescer 10% e reduzir custos em 5% no planejamento estratégico, atualmente é comum que busquem crescer 10 vezes mais. Isso é tanto reflexo de uma aceleração no consumo quanto da transformação digital que dá base a essa aceleração – uma transformação que, para Herrero é, na verdade, cultural.
Como consequência, no contexto organizacional, o que os colaboradores são e em que acreditam e o capital cultural que têm são tão importantes quanto o que sabem, o que causa uma série de impactos na liderança. “O líder exponencial precisa ter um perfil cognitivo, pois o que muda, a rigor, são as pessoas, não as empresas: as pessoas é que passam a pensar diferente, e, por isso, a transformação digital é, na verdade, uma transformação cultural”, diz Herrero.
Segundo a CEO, para que as empresas mantenham uma posição de liderança no mercado, mais do que tamanho, precisam ter capacidade de adaptação, aprendizado constante, interação, inovação e busca de soluções flexíveis, o que, por sua vez, é resultado de uma mudança completa no mindset da companhia, que passa de uma mentalidade fixa e tradicional para uma mentalidade de crescimento.
Dentro dessa realidade, o líder exponencial – por definição questionador, observador, experimentador e que sabe trabalhar em network – envolve toda a equipe e motiva colaboradores a construir uma nova história nos negócios, que tornará a empresa, também, exponencial: “A inovação pode ser aprendida, e é ‘contagiosa’ […]. Precisamos trabalhar em network, o que significa que, a rigor, não existe mais concorrência, mas colaboração: mesmo a empresa que é o concorrente de hoje pode tornar-se o parceiro de amanhã”.
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