TI como serviço será mercado de US$ 550 bi até 2018

A Deloitte divulgou na última segunda-feira (10/04) a 16ª edição do estudo global Previsões em Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT Predictions 2017). Uma das conclusões apontadas é que, até o final de 2018, os gastos com TI como serviço (TI as a service) para data centers e software atingirão quase US$ 550 bilhões em todo o mundo, ante US$ 361 bilhões em 2016. O valor deve absorver 35% dos gastos com tecnologia.

Apesar de a previsão ser de que os modelos de negócios flexíveis baseados no consumo não se tornem onipresentes até 2018 – já que os gastos específicos devem somar pouco mais de um terço (35%) de todos os desembolsos com TI –, acredita-se que os dispêndios com TI-como-serviço excedam meio trilhão de dólares e cresçam rapidamente. Esta mudança começará a transformar a maneira como o segmento de atuação em TI negocia, vende e compra tecnologias em todas as empresas do mundo.

“Em 2017, o segmento de tecnologia, mídia e telecomunicações está preparado para se tornar ainda mais móvel. Combinadas com capacidades mais inteligentes e rápidas, as inovações forçarão empresas, governos e consumidores a evoluir no sentido de como operam e criam oportunidades para promover uma ampla transformação em todas as indústrias”, explica Paul Sallomi, líder global de TMT da Deloitte.

Machine learning’ e frenagem autônoma de veículos tendem a transformar a sociedade

O estudo prevê que mais de 300 milhões de smartphones – ou o equivalente a mais de 20% de todas as unidades vendidas mundialmente ao longo de 2017 – terão a capacidade de empreender o chamado “machine learning”, ou aprendizado de máquina. A partir dessa tecnologia, um dispositivo “aprende”, registra e implementa facilidades de navegação e utilização a partir da análise dos hábitos de seus usuários.

Além disso, ao longo do tempo, a aprendizagem de máquinas de acordo com o uso não será limitada apenas aos smartphones. Esse tipo de recurso poderá ser encontrado em milhões de dispositivos, como drones, tablets, carros, aparelhos de realidade virtual ou aumentada, instrumentos médicos, dispositivos de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e novas tecnologias ainda inéditas.

Outra importante inovação que tem o poder de transformar parte do mundo como conhecemos é a frenagem autônoma de veículos. A Deloitte prevê que em 2022, somente nos EUA, as mortes causadas por acidentes com veículos terão uma redução de 6 mil casos, declínio de 16% em relação aos números estimados para 2017.

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