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iPad: aprenda com piloto de uso na Universidade de Long Island

No outono de 2010, a Universidade de Long Island iniciou um projeto-piloto distribuindo iPads para alunos e membros da universidade. Para o CIO George Baroudi, a iniciativa tem sido um sucesso, embora tenha havido algumas surpresas. ?Levamos o traga seu próprio dispositivo (BYOD, da sigla em inglês) a um novo patamar?, avalia o executivo.

Calouros recebem um iPad sem custo algum, enquanto os graduados e os alunos da graduação podem comprar os aparelhos pela metade do preço, US$ 250. Esses tablets pertencem aos alunos, e eles são aconselhados a procurar uma loja da Apple para resolver qualquer problema. Isso significa um fardo a menos para a equipe de TI da universidade. Até agora, a iniciativa alcançou dez mil estudantes e educadores.

Baroudi contou que os alunos utilizam o dispositivo para tudo, desde acessar o Facebook nos lounges do campus, por exemplo, ou para acessar o aplicativo Blackboard Web em casa. ?Os alunos usam loucamente?, afirma. ?A faculdade ainda não se adaptou direito ao fato de que o mundo está mudando.?

Enquanto alguns membros do corpo docente utilizam iPads e telefones celulares na sala de aula para coisas como desenvolvimento de aplicativos ou criação de mídias digitais, deixando de lado estações desktop, Baroudi contou que a maioria dos membros acadêmicos não os utiliza para melhorar pedagogia. Porém, ele acredita que isso virá com o tempo.

O que torna a iniciativa tão irresistível, segundo Baroudi, são os aplicativos de livros acadêmicos. Mas como a indústria e as plataformas de publicação, como Apple e Amazon, não concordaram com um padrão, ele conta que a migração dos livros para os tablets ainda não aconteceu. Ele compara a situação na Cape Canaveral como um foguete pronto para o lançamento: você ouve o barulho, mas a decolagem ainda não aconteceu.

Muitos dos atuais alunos, comenta, cresceram com os livros tradicionais. Ele espera que, em alguns anos, essa não seja a norma. Um desafio que a Universidade de Long Island encarou ao levar adiante a iniciativa com os iPads foi o fornecimento de uma rede wireless. Inicialmente, a instituição reservou US$ 160.000 para atualização da infraestrutura de rede. Mas a demanda por rede wireless quadruplicou e a universidade, agora, reserva a mesma quantia anualmente, justamente para continuar aprimorando a capacidade wireless.

Baroudi disse que, apesar da expectativa inicial, de que os alunos poderiam contar com o iPad para suprir a maioria das necessidades, eles ainda usam diversos outros dispositivos, principalmente celulares e laptops. ?O efeito colateral foi uma rede wireless congestionada?, explica. ?Tivemos de expandi-la muito mais do que planejávamos.?

As preocupações com segurança não mudaram muito com a iniciativa. Os problemas que existem afetam, na maioria das vezes, sistemas de desktop, disse Baroudi, apontando para alunos, professores ou administradores que instalam software em PCs Windows e Macs, ou que configuram mal servidores SQL. Os dispositivos móveis, segundo ele, não têm sido problema, assim como o Google Apps, a plataforma de nuvem da universidade. Tampouco o roubo de iPads, embora eles sejam perdidos ou quebrados, ocasionalmente.

?Há cinco anos, os alunos chegavam aqui um vírus e imploravam pra que consertássemos para que eles não perdessem os trabalhos?, relembra. ?Hoje, isso acabou. Eles querem que o tempo de DHCP dure mais de 24 horas para que não tenham de fazer login todos os dias.?

Baroudi disse que o suporte de TI e a supervisão de segurança estão mudando conforme tudo muda para o âmbito móvel. Ele disse isso exige um conjunto diferente de habilidades. É menos sobre acesso ao sistema, edição de entradas de registro Windows e remoção de software indesejado, e mais sobre direção e educação. Não há como evitar que as pessoas comprem software para seus próprios dispositivos, disse ele, mas você pode avisá-los sobre como as redes sociais utilizam suas informações e sobre como posts online não podem ser apagados nunca.

Baroudi enfatizou que seu trabalho não é ser totalmente aberto, mas encontrar níveis gerenciáveis de abertura. A consumerização da TI, segundo ele, ?alterou, completamente, a forma como protegemos a instituição, porque temos de permitir mais abertura… Estamos mais envolvidos com compliance da proteção de dados de estudantes e funcionários?.

?Em vez de criar um firewall e ser como o Soup Nazi [de Seinfeld], você pode dizer ?não? e fazer de forma diferente?, disse ele. ?Você normaliza se juntando a eles, entendendo o que eles querem e os educando. Em vez de ser o geek no porão, criando controles de acesso em roteador Cisco, você participa?.

Uma forma de fazer isso é apoiando a criação de aplicativos móveis. No ano passado, por exemplo, Kiichi Takeuchi, um estudante de graduação de Ciências do Planeta Terra, na universidade, criou o iSeismometer, um aplicativo para iOS que utiliza o acelerômetro do dispositivo para coletar dados sísmicos. Ele colaborou com outros estudantes e membros acadêmicos e ajudou na criação do portal My LIU Web, que oferece, aos estudantes, acesso a mapas, notícias e horários da universidade, além de informações de conta pessoal; e um mapa de intensidade de Wi-Fi, que oferece, aos administradores de rede, as informações necessárias para melhorar a cobertura do sinal wireless.

Baroudi contou que seu departamento usa implantação corporativa para distribuir os aplicativos da instituição. ?Nós incentivamos todos os alunos a criarem seus próprios aplicativos, porque escrever código está cada vez mais fácil?, aponta. Caracterizando-se otimista, Baroudi disse que os profissionais de TI têm de se adaptar ao mundo móvel. Ele compara a natureza dinâmica da TI à forma como as línguas mudam com o passar do tempo. ?Temos de seguir em frente e aceitar que a TI está em revolução.?

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