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IoT, vídeos em 8K e VR vão impulsionar redes SDN e NFV, diz especialista

Virtualização de funções de rede (NFV, na sigla em inglês) e redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês) são dois termos cada vez mais presentes nas estratégias de provedores de internet. Estudo da Viavi Solutions, fornecedora de soluções para redes, mostra a adoção acelerada da tecnologia: dois a cada três entrevistados já implementaram alguma forma de SDN.

A edição de 2016 do State of the Network é baseada em informações de 740 CIOs, diretores de TI e engenheiros de redes em todo o mundo. Uma das conclusões é que as empresas aceleraram significativamente a adoção de tecnologias de infraestrutura de nova geração, impulsionadas pelas exigências de banda de rede. Ou seja, a velocidade e o crescimento do ambiente NFV se dará de acordo com a demanda de novos serviços e a evolução tecnológica da rede.

Com o surgimento de novas aplicações e o crescimento exponencial do tráfego nas redes, NVF/SDN serão fundamentais para agilizar a implementação e reduzir custos operacionais. É o que acredita Luiz Cesar de Oliveira, VP regional da Viavi Solutions para América Latina e Caribe.

O executivo explica que a rede com elementos virtualizados (NFV) auto-configurável, programável e customizável para cada tipo de aplicação ainda está em definição e testes. “Esse conceito é a base para o que vamos precisar implementar nas redes futuras – 5G, por exemplo. A ideia de poder “orquestrar” recursos de rede, ou seja, ajustar dinamicamente largura de banda, latência e disponibilidade para poder oferecer serviços sob demanda, acelerar a implementação de novos serviços e atuar intensamente para garantir qualidade, é a base do 5G.”

Esse conceito é conhecido como “Network Slicing” nas definições do 5G. Oliveira comenta que, com o surgimento de novas aplicações, como IoT, video em 4K ou 8K, realidade virtual e outras que ainda surgirão, os operadores precisarão configurar dinamicamente diferentes parâmetros de rede para garantir o funcionamento e a experiência do cliente. Por exemplo, para uma aplicação de vídeo em 8K, a rede precisará garantir largura de banda. Para o controle remoto de uma máquina (IoT), o importante será uma mínima latência e alta confiabilidade de conexão.

“Garantir todos esses parâmetros para toda a rede e em todo o tempo é inviável economicamente. Portanto, os recursos de rede serão alocados dinamicamente dependendo da demanda, e a rede se configurará em fatias (slices) como redes independentes para cada plataforma de aplicação. Teremos, possivelmente, uma fatia para IoT, outra para aplicações de banda larga extrema e assim por diante.”

Nova realidade para operadoras
O novo leque de aplicações surge como oportunidade para operadores recuperarem parte da receita em declínio dos serviços de voz e dados tradicionais. “Não é só a receita adicional que esses novos serviços possibilitarão, mas também a oportunidade de migrar dispositivos atualmente conectados na rede 2G às redes 3G e 4G juntamente com serviços de voz e poder eventualmente “apagar” a rede 2G, o que representaria um redução de custos operacionais e a possibilidade de reuso do espectro para serviços mais rentáveis”, conclui.

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