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Investimento em marketing digital cresce 40% nas instituições financeiras

O marketing de performance é a grande arma na disputa entre grandes bancos e fintechs. Por este motivo, as instituições financeiras têm ampliado seus investimentos neste tipo de estratégia, que já consome, em média, R$ 8 milhões ao mês das verbas de marketing, segundo levantamento da Adaction, agência especializada em ações de mídia digital. O volume é cerca de 40% maior do que o dispendido no ano passado.

“As fintechs oferecem diferentes tipos de entrega e estão tomando espaço do sistema financeiro tradicional. Para fazer frente ao processo, os bancos estão ampliando os investimentos em marketing digital, que resulta em mais conversões”, afirma Thiago Cavalcante, sócio-fundador da Adaction, que tem em sua carteira quatro das maiores instituições financeiras do país. Ao redor de 25% das pessoas que realizam downloads dos apps financeiros, por exemplo, se tornam clientes dos bancos.

A mídia programática por performance consiste em plataformas digitais que lançam mão de Inteligência Artificial para revolucionar o relacionamento com usuários, inclusive, os “desbancarizados”, que movimentam mais de R$ 820 bilhões por ano e somam 45 milhões de pessoas, segundo o Instituto Locomotiva.

O desafio das instituições é interpretar milhões de dados coletados todos os dias, transformá-los em produtos e serviços relevantes e oferecer a solução na hora certa. Na mídia programática, a compra de anúncios é realizada via software, em uma espécie de leilão em tempo real, sem contato com os departamentos comerciais dos sites. Os dados gerados permitem anúncios muito segmentados, olhando perfil do usuário e o seu momento na jornada de compra. “Ao interpretar comportamentos e tirar conclusões que resultem em serviços mais eficientes ao consumidor, as instituições geram mais receita e reduzem custos”, complementa.

A jornada do consumidor da forma como acontece hoje e a revolução do mercado das fintechs que captaram a mudança são os dois fatores principais que provocam esse movimento nas instituições tradicionais. Enquanto as fintechs oferecem diferentes tipos de entrega, o comportamento do consumidor não é homogêneo no seu relacionamento com as instituições financeiras. “É preciso oferecer um leque de opções tão variadas quanto são as preferências de cada um. É isso o que as plataformas digitais proporcionam”, diz Cavalcante.

Na prática, as plataformas coletam dados e os associam ao que banco faz. São adicionadas variáveis do dia para oferecer um pacote de serviços integrando vendas e marketing. “Se o dólar estiver em queda, por exemplo, pode haver uma oferta de produto de câmbio. A análise de dados sobre o comportamento e o interesse do cliente ajuda a atendê-lo como se fosse único”, explica.

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