Inteligência Artificial

ONG da Florida usa IA generativa para atender imigrantes e refugiados

A Agape Source, organização sem fins lucrativos da Flórida (EUA) que opera o Orlando Welcome, de apoio a estudantes internacionais, trabalhadores temporários estrangeiros nos EUA e refugiados, estão usando inteligência artificial (IA) generativa para aumentar o número de pessoas atendidas. A tecnologia usada é o Copilot, da Microsoft.

A ONG opera com equipe de três pessoas, mais voluntários, e precisava de maneiras para ser mais eficiente. Eles promovem ações que vão desde receber recém-chegados no aeroporto a planejar viagens turísticas, incluindo negociar contas médicas e se conectar a serviços de apoio à imigração.

Eles usam o Copilot para dar às perguntas dos usuários respostas mais completas, não apenas links. A Agape Source vem usando a ferramenta há cerca de seis meses como forma de apoiar uma crescente comunidade internacional em Orlando.

“O Copilot é um multiplicador de força”, diz Joel Ramjohn, presidente da Agape Source. “A IA faz muito do trabalho pesado para que as pessoas que ajudamos não caiam entre as rachaduras.”

Capacitação de voluntários

Os quase 40 voluntários da Agape Source são importantes para oferecer cuidado aos recém-chegados, conectar clientes a serviços de acolhimento, ajudar durante emergências e outras ações de receptividade. Os clientes vêm de 19 países, o que requer dos voluntários aprender sobre os lugares e contextos de onde as pessoas vêm.

Os voluntários usam o Copilot para “conversar” sobre, por exemplo, conflitos políticos em um país de onde vem um refugiado. Ou as receitas mais populares da cidade natal de um estudante internacional. O processo leva muito menos tempo do que vasculhar artigos de notícias e sites, diz a Microsoft, e as notas de rodapé vinculadas permitem que os voluntários encontrem facilmente a fonte de informação que o Copilot resume.

Leia também: IA generativa terá impacto ‘profundo’ para 90% das operadoras de telecom

“A IA nos ajuda a entender o que as pessoas estão passando. É um divisor de águas para os voluntários”, diz Ramjohn.

A IA também permite aos voluntários se comunicarem com as pessoas em seu idioma de origem. É possível pedir à ferramenta que faça traduções. Ramjohn diz que os recursos de tradução do assistente de bate-papo são ” bastante precisos, permitindo que as pessoas que servimos aprendam sobre nossa cultura e nos ajuda a aprender sobre a deles”.

“No passado, o gargalo era encontrar soluções para os problemas internacionais, mas agora desde conflitos com colegas de quarto a preocupações com vistos e até tráfico de pessoas, ele auxilia”, diz Ramjohn. “A IA generativa desempenha um papel fundamental em ser capaz de servir as pessoas nesse momento de vulnerabilidade.”

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