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Instituto Nokia de Tecnologia desenvolve funcionários e comunidade

Geralmente, quando se pensa em companhias com boas práticas de recursos humanos imagina-se empresas que oferecem bolsas de estudos diversas, possibilidade de carreira internacional, programas de bem-estar, entre outros. Entretanto, a preocupação do Instituto Nokia de Tecnologia (INdT), ranqueado em 39º entre as 100 Melhores Empresas para Trabalhar 2014 – TI, vai bem além do funcionário. Para a instituição, é importante também ajudar a comunidade que vive ao redor da sede da empresa.
A preocupação com a região na qual a companhia está localizada começou logo em sua fundação, em 2001. Segundo Carlos Geraldo Feitoza, presidente da instituição há 13 anos, o maior desafio foi encontrar recursos humanos em Manaus. Naquela época, de 85% a 90% dos funcionários vinham de fora do Estado. Nesse cenário, o Instituto viu a oportunidade de desenvolver um programa de competências locais em parcerias com universidades e centros de pesquisa tanto de Manaus quanto de cidades vizinhas. Com a iniciativa, diversas pessoas passaram a receber treinamentos, fazendo com que, após 13 anos, a realidade se invertesse: até 90% dos funcionários são naturais de Manaus.
Os programas de capacitação desenvolvidos atendem não só ao profissional da empresa, mas também aos alunos das universidades que firmaram parcerias com o Instituto. Dessa forma, a empresa dissemina entre estudantes e universidades as competências necessárias para garantir uma oportunidade na empresa. A companhia também concede a todos os funcionários bolsas de estudo para graduações e cursos de idioma, independente da área em que ele atue.
“Além do valor que investimos nos programas de capacitação, não contabilizamos as horas que o funcionário passa longe da instituição enquanto realiza treinamentos. Vamos supor que o funcionário faça mestrado e precise se afastar por duas semanas, ele terá a liberação para se ausentar e receberá normalmente por todos esses dias”, explicou Feitoza.
Voluntariado
Outra forma encontrada pela empresa para devolver algo para a sociedade é o incentivo à participação do programa de voluntariados, como explica a gerente de recursos humanos Vanessa Milon. O trabalho funciona como meio de inserir os funcionários na comunidade local. “As instituições ajudadas são escolhidas pelos funcionários. Não interferimos nas escolhas. Os projetos envolvem desde arrecadações, seja de alimentos ou de brinquedos, até mesmo ajudar instituições que precisam de reparos”, detalhou Vanessa.
Para o presidente da companhia, o principalmente intuito do programa de voluntariado é estar presente e não atuar por meio de doações de dinheiro ou objetos. “Procuramos conscientizá-los sobre isso, pra eles entenderem realmente o que é voluntariado. Ele tem de estar lá, participar, estar junto, entender a instituição, conversar e ajudar as pessoas com a presença física e com trabalhos para instituição”, ressaltou.
Todo o trabalho feito tem rendido participação expressiva dos funcionários nos programas, como comenta Vanessa. Ela acrescenta que o resultado das ações é bastante satisfatório e mostra que as pessoas gostam de ajudar aos outros. Tamanha adesão também pode ser reflexo da cultura de valorização dos profissionais que a empresa aderiu, principalmente com os profissionais da chamada geração Y.
Segundo Feitoza, o desafio de manter essa parte da empresa sempre ligada aos objetivos da companhia é o ponto forte do processo. Para isso, uma série de medidas foi tomada para que o clima na empresa se mantenha agradável, como não haver barreiras divisórias entre as equipes, os gestores da companhia trabalham na mesma sala que os demais colaboradores, além de manter uma postura transparente sobre os objetivos da empresa. Ele também destacou as atividades da empresa como um ponto importante de valorização e retenção da equipe.
“Para eles, claro que é importante o salário, mas eles consideram o desafio em primeiro lugar. Você tem de passar pra eles propostas de projetos que sejam desafiadores, que eles consigam enxergar crescimento, ver o resultado deles em um trabalho de ponta, que vai ser naquele modelo de celular que será lançado. Isso eles gostam de enxergar muito claramente”, concluiu Feitoza.

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