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Com IoT, Chicago quer ser referência no uso de TI

Para um projeto de internet das coisas (IoT) dar certo em uma cidade grande e com uma cultura já estabelecida é preciso determinação. Não é a toa que em Chicago (EUA), cidade que sedia o IoT World Forum, as coisas têm caminhado. A atual administração assumiu em 2009 e, desde então, tem trabalhado num objetivo comum que é de colocar a cidade no centro das atenções e das inovações. Parte dessa estratégia consiste em utilizar tecnologia de forma a entregar os melhores serviços possíveis aos cidadãos, como compartilhou o vice-prefeito Steve Koch.

Com mais de 20 anos de experiência no setor privado, Koch tem uma linha de raciocínio diferente dos políticos típicos e consegue pensar o conceito de IoT como algo global para, então, entender oportunidades e impactos na cidade dos ventos, como é conhecida Chicago. “IoT traz uma mudança tremenda para o mundo da forma como ele é hoje. Ao andar pela nossa cidade, você tem vários exemplos do que estamos fazendo. Um dos objetivos do prefeito era ser uma das melhores cidades no mundo ao aplicar tecnologia para melhorar a vida das pessoas com oferta de serviços mais inteligentes e de mais qualidade”, pontuou.

A cultura corporativa faz com que Koch não compartilhe números, já que tudo é muito recente e várias coisas ainda estão em levantamento, mas ele reconhece que a oportunidade trazida pela escala de IoT é tremenda, ao mesmo tempo em que é desafiadora, sobretudo, quando se avalia os números globais, que projetam ao menos 50 bilhões de coisas (sensores, dispositivos, máquinas, pessoas) conectadas em 2020. Ele insiste, contudo, que o objetivo a perseguir é o de tornar Chicago uma cidade inspiradora, que realmente mude a vida das pessoas.

“Podemos ser diferentes em como uma metrópole pensa nos serviços que entrega para as pessoas, em como tais serviços afetam a vida das pessoas. Outra oportunidade em Chicago é na industria, trata-se de uma cidade industrial e IoT trará grande impacto, surgirá um novo modelo de industria no mundo digital”, avaliou.

E diante de tais fatos, o que tem sido feito para tornar Chicago realmente uma cidade digital? Existem sensores conectados a sistemas de analytics que mostram o momento exato de agir em situações emergenciais. O exemplo mais prático disso se dá durante o inverno, que costuma ser severo com fortes nevascas. Por meio de uma aplicação móvel, a população consegue acompanhar o trabalho que está sendo realizado pelas equipes e ter uma previsão melhor de quando o serviço chegará ao seu bairro ou rua. Ele entende que existe uma grande possibilidade de explorar também os dados das ligações do serviço 311, central onde os munícipes solicitam serviços da prefeitura, para melhor prever todos os tipos de demanda.

“Queremos ser uma espécie de hub para novas tecnologias, queremos que Chicago seja reconhecida por isso. Desejamos também estar no centro dessa industria, que cria valor, empregos, gera negócios. É com esse tipo de tecnologia que a indústria tradicional vai se modernizar e se tornar pervasiva”, completou, mostrando que tudo é uma questão de visão e planejamento.

*O IT Forum 365 viajou a Chicago a convite da Cisco

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